
Para abrir as palestras no Teatro da Unisinos, neste primeiro dia, 28, de Festival de Interatividade e Comunicação (FIC), quem subiu ao palco foi André Fran, diretor, escritor e um dos criadores dos programas ‘Que mundo é esse’, da GloboNews, e ‘Não conta lá em casa’, do Multishow. O cofundador da BASE#1 Filmes e atual apresentador da GloboNews deixou um recado ao público: “Tente fazer a diferença, pois o mundo precisa disso”. Este é exatamente o norte dele e dos três colegas que viajam para fazer reportagens nos mais diversos locais, desde Iraque até Coreia do Norte.
De acordo com Fran, no começo da jornada, a emissora queria vender o produto como os quatro amigos que visitavam os lugares mais perigosos do mundo, mas não era nada disso. “A gente queria, por meio do Jornalismo, levar as notícias destes locais além do que normalmente chega para o público”, explicou. Para tal, eles têm o intuito, até hoje, de traduzir questões mais profundas com outro tipo de abordagem.
Ele mencionou que passaram por dois momentos importantes da cultura digital: o primeiro, em 2009, quando iniciaram os trabalhos e tinham muita curiosidade de conhecer aqueles lugares, época em que isso era possível com uma equipe de quatro pessoas e edição caseira. Em 2019, contudo, diante de uma nova ordem, conforme Fran, tanto pelas redes sociais, que interferem na sociedade no mundo todo, quanto pelos fenômenos que elas trazem, como as fake news.
Ao discorrer sobre os pilares da iniciativa – originalidade, formato, nova ordem digital -, apontou que, desde o primeiro programa, ‘Não conta lá em casa’, até o atual, ‘Que mundo é esse’, os quatro profissionais são os responsáveis pela produção geral. “Da primeira atração para a segunda mudaram duas pessoas, mas estamos sempre com este núcleo que faz tudo: desde comprar passagens até a edição”, revelou.
Em relação aos canais, disse que decidiram deixar o Multishow e ir para a GloboNews devido à grade de programação. “O Multishow estava mudando para comédia e tínhamos o interesse de mostrar pautas mais profundas”, alegou. Enquanto o ‘Não conta lá em casa’ é visto por ele como um “reality show, com uma pegada de Jornalismo”, o inverso acontece com o ‘Que mundo é esse’.
Dentre as histórias contadas por Fran, estavam a da viagem à Coreia do Norte, onde mostraram como é fazer uma viagem turística com guias o tempo todo ao seu lado e com lugares de visita predeterminados. Também recordou quando atravessaram os Estados Unidos durante as últimas eleições presidenciais, para ilustrar questões como armamento, e passaram dias com uma família que defende essa ideia de possuir armas.
Recordou, ainda, o especial sobre fake news, no qual foram para a Inglaterra, onde surgiram as primeiras agências de fact-checking, e para a Macedônia, por exemplo, onde pesquisas indicaram que foi um dos primeiros lugares a criar e espalhar notícias falsas, com o intuito de lucrar com elas.
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