O jornal The New York Times anunciou a criação de três novos cargos, incluindo a posição de ombudsman, responsável por analisar o trabalho da redação e atender as reclamações dos leitores. O cargo será chamado de ‘public editor’ e seu ocupante terá liberdade para publicar comentários “independentes e não censurados”. Depois de implantanda a nova função, a The New York Times Co, controladora do jornal, vai avaliar o resultado e decidir se manterá o cargo de ombudsman. Os outros dois cargos são ‘standards editor’, cuja tarefa é educar a redação em temas como ética e precisão jornalística, e um editor destinado a supervisionar contratações e desenvolvimento de carrreiras.
As novidades serão adotadas conforme orientação do comitê formado na seqüência do escândalo das matérias fraudadas pelo ex-repórter Jayson Blair. O comitê formado pelo The New York Times para analisar os problemas causados concluiu que houve “falha de comunicação, de comando e de disciplina”. O relatório, preparado pelo grupo que incluiu três jornalistas sem vinculos com o NYT, apontou falta de comunicação entre os editores e dificuldade dos executivos em demitir maus repórteres.

