Em sua última edição, a revista Veja traz uma reportagem de 12 páginas em que se manifesta explicitamente contra a criação do Conselho Federal de Jornalismo. A matéria “O fantasma do autoritarismo” registra que o projeto de lei “representa o mais sério ataque à liberdade de expressão no Brasil desde o regime militar”. Segundo a publicação, não há necessidade de um órgão que regule a imprensa, pois os erros cometidos por ela “acabam aparecendo quando não são corrigidos logo em seguida pela apuração correta dos fatos”. A revista se coloca como exemplo, fazendo um mea-culpa sobre os erros cometidos nos casos de Alceni Guerra, ex-ministro da Saúde, Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral da Presidência, e Ibsen Pinheiro, ex-presidente da Câmara dos Deputados.
A revista IstoÉ, que já estava nas ruas quando Veja começou a circular, publicou um depoimento do jornalista Luís Costa Pinto. O ex-jornalista de Veja contou que a revista publicou uma matéria contra Ibsen em 1993, mesmo sabendo que os números apresentados estavam incorretos.

