Recentemente, a Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) publicou o relatório anual sobre mortes de profissionais de imprensa associadas ao trabalho em 2025. O documento contabiliza 128 vítimas, incluindo 11 mulheres. Dentre a totalidade, apenas nove das fatalidades foram consideradas acidentais.
Esse é o terceiro ano consecutivo que o Oriente Médio, especialmente o Mundo Árabe, foi a região mais letal, principalmente por causa da guerra em Gaza. Das fatalidades, 74 jornalistas morreram na região, sendo 56 na Palestina, além de uma morte acidental no Irã, representando 58% do total global. As demais mortes ocorreram na África, região Ásia-Pacífico, Américas e na Europa, que ainda vive o drama da guerra na Ucrânia.
Casos reais
Com o intuito de transformar os números em casos reais, a entidade apresentou no documento cinco histórias entre os 128 profissionais da mídia mortos no ano passado, uma de cada região. No Sudão, uma equipe inteira da TV estatal, com três profissionais e um motorista, morreu em um ataque de drone enquanto cobria os acontecimentos em Cartum. No Peru, um radialista conhecido por denunciar suposta corrupção local foi baleado ao sair de casa e morreu dias depois.
Na Índia, um freelancer foi encontrado morto em uma fossa séptica após ter publicado reportagem sobre supostas irregularidades em obras. Enquanto na Ucrânia, uma repórter de guerra e um cinegrafista morreram quando um drone atingiu o carro durante uma apuração. E em Gaza, uma jornalista grávida morreu junto com o marido e os quatro filhos quando sua casa foi atingida por um ataque aéreo de Israel.


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