Cristiano Fragoso: Publicitário com ascendente em Designer

Vibrante com a profissão, profissional compartilha que tem lua em meia esquerda recuado, gostos por frases, jingles e nomes

Cristiano Fragoso - Divulgação

Trabalhando com criatividade e processos criativos, o sócio e head de Estratégia Criativa da Do It - Marcas e Negócios, Cristiano Flores Fragoso, confidencia que tem um gosto especial por nomes. O publicitário ainda  compartilha que, apesar da sua família ter um histórico ligado à área artística, a criatividade foi canalizada em tudo, menos nos nomes, brinca.

A mãe, Maria Cristina, foi a vida inteira professora de ballet e proprietária do Studio Cris Fragoso, onde atuou por 45 anos. Já o pai, Sílvio, era quem administrava o local, e de quem o irmão mais velho, o advogado Sílvio Júnior, herdou o nome. Além do avô materno, Pedro, que foi fotógrafo, jornalista e relações-públicas, e os primos Mari e Pedro Molina, que também são fotógrafos. "Temos uma linhagem na família de pessoas ligadas à área de Criatividade e Cultura", conta.

Ao recordar o passado, diz que desde que nasceu, em 1° de junho de 1981, até os nove anos morou em um sobrado de três andares, onde o primeiro piso era a Escola de ballet da mãe, na Rua João Obino, localizado em frente ao Clube Grêmio Náutico União. Lembra que tinha gente entrando e saindo do local, música clássica tocando ao longo do dia, ao mesmo tempo em que jogava futebol com os amigos no pátio e ia ao clube jogar tênis.

Com o Grêmio onde o Grêmio estiver 

Casado há pouco mais de dois anos com a advogada Giovana Agostini, conta que, na verdade, já estão juntos há mais de uma década, porém resolveram oficializar a relação antes da filha nascer. O casal se conheceu em uma festa no Bar Ocidente: "Começamos a conversar naquela noite, achei ela bem legal e estamos batendo papo até hoje".

Da relação, nasceu há dois anos e sete meses o amor do casal, a Cecília. Não sabendo explicar o porquê, diz que sempre soube que seria pai de uma menina e que o nome que seria escolhido por ele era Ciça. Porém, não sabia que Ciça era o apelido de Cecília, o que descobriu em um almoço na casa da avó. "Eu pensava que era de Clarissa, mas adorei quando descobri que era Cecília", revela. 

E a família adora acompanhar Ciça na aula de música, aos sábados, além de levar a pequena à pracinha. Ir ao interior de Garibaldi visitar o sogro de Cristiano também é uma das preferências de fim de semana do trio, assim como as idas à feira para comprar frutas e verduras. 

Justificando que tem muitas atividades ao mesmo tempo, explica que vê oportunidade em tudo e, por isso, acaba se ocupando e ficando sem muito tempo de folga. Mas uma das coisas que mais gosta de fazer é assistir aos jogos do time do coração, Grêmio, herança do avô Sílvio, que lhe levava às partidas. As idas ao estádio são sua diversão, onde consegue desopilar, interagir com os amigos e ser apenas mais um na multidão. 

Faculdade do Rock EAD

Também gosta muito de filmes e séries, apesar de não assistir com tanta assiduidade. Histórias bacanas e artísticas, independentemente do gênero, são o que mais lhe chamam a atenção. Como, por exemplo, o musical 'La La Land: Cantando Estações', que foi ao cinema para acompanhar a esposa e saiu encantado.

Já dentre os seriados, estão 'Mad Men: Inventando Verdades' e 'Years and Years' - ressaltando que quem é publicitário tem obrigação de assistir ao primeiro. Já as leituras, atualmente, estão praticamente focadas nos assuntos do mestrado, mas dentre suas predileções estão as biografias.

Na música, explica que, embora tenha convivido bastante tempo em uma casa que tocava as clássicas praticamente o tempo todo, nunca teve muito interesse, até conhecer a Giovana. Com ela, aprendeu mais sobre o tema e começou a fazer o que chama de 'Faculdade do Rock EAD'.

Para ele, a música boa é a que traz alguma mensagem, como, por exemplo, as do Roberto Carlos e Paul McCartney. Já artisticamente, destaca a banda Queen e recorda que gostava muito de jingles, tanto é que tinha gravações no carro. Além disso, quando criança, um dos programas favoritos que tinha com o irmão era assistir ao horário político.  

Apreciador de um bom vinho e culinária, revela que acha chato cozinhar, então acaba ficando com a louça. Dentre suas preferências, estão as gastronomias italiana e japonesa, além de um bom churrasco, que aprendeu a fazer e a gostar desde o momento da escolha de carnes até a preparação. 

Confessa que não gosta de praticar esportes, mas, antigamente, jogava tênis, umas peladas com os amigos e corria na esteira, mas acabou abandonando os hábitos. Hoje, por questão de saúde, começou a praticar jiu-jitsu, mas confessa não ser um apaixonado pela prática.  

Católico não praticante, confidencia que, em 2015, foi ao Vaticano e se encantou pelo local, além de achar o Papa Francisco "espetacular". Apesar de não se considerar assíduo, tem em sua conduta a prática cristã muito forte e é muito ligado a esses valores. 

Já sobre características, explica que, talvez, a sua principal qualidade seja também um defeito, pois tem uma ótima memória. Definindo-se como publicitário, com ascendente em designer e lua em meia esquerda recuado, explica que gosta muito de frases. Se identifica muito com esta de Raul Seixas: "Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes", ao explicar que a coerência não tem nada a ver com opinião e que, inclusive, "manter a opinião te faz muitas vezes deixar de ser coerente". 

Publicidade por sorte

Formado, em 2004, em Publicidade e Propaganda pela Famecos, na PUC, recorda que entrou no curso por sorte. Sempre gostou de Comunicação, mas cogitou fazer Direito quando teve que prestar vestibular. Porém, quando se deparou com as disciplinas do curso, acabou desistindo,  escolhendo a primeira opção, que foi "amor à primeira vista". 

Após 12 anos de formado, conheceu o Design Estratégico, se apaixonou por esta área, fez especialização na Unisinos e, dois anos depois de concluído, resolveu começar o mestrado - que tem conclusão prevista para início de 2021. Além disso, o criativo ainda é professor na Escola de Negócios Conquer e dá aula em alguns cursos de especialização da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Acredita que ensinar é a melhor forma de se aprender. 

A carreira na Publicidade começou quando já estava no terceiro semestre e resolveu que queria aprender mais. Então, em paralelo à faculdade, fez um curso intitulado 'Escola de Criação', na ESPM-Sul, que formava redatores e diretores de Arte.

A partir disso, começou a estagiar em pequenas agências até chegar, no último semestre do curso, na Agência Dez, onde ficou um pequeno período, até conquistar uma oportunidade para trabalhar como redator na Danke Comunicação. Um período muito divertido da sua vida, em que morava com os pais e trabalhava a poucas quadras de casa. Além disso, foi para o Festival de Publicidade de Cannes Lions, em 2007, junto com o então colega, o diretor de Criação, Guilherme Verzone, que acabou ficando pela França.

Quando voltou ao Brasil, foi convidado a assumir o cargo deixado pelo colega, onde foi desenvolvendo a habilidade de comandar equipes, até receber a oportunidade, pelos donos da agência, Andréa Macagnan e Roger Silva, para integrar a sociedade da empresa, cargo em que ficou até 2011, quando esta foi extinta. 

Trabalhou ainda com campanha política, até ser indicado pela ex-sócia Andréa para Liana Bazanela, na DeBrito Propaganda, onde começou como diretor de Arte, passou a head de Planejamento e foi reconhecido como 'Profissional de Planejamento do Ano', em 2018, no Salão da Propaganda da Associação Riograndense de Propaganda (ARP). 

Então, começou a questionar sobre o modelo de negócios da agência e assumiu como head de Criatividade, na então nova nomenclatura da empresa, DB.co, onde atuou até agosto de 2019. Após, resolveu sair para empreender e montar, em sociedade com Cesar Paz e Liana, a Do It - Marcas e Negócios

Vibrante com a profissão, Cristiano compartilha que neste momento não poderia estar em uma condição melhor, emocional, na carreira, financeira e de prestígio no mercado. "Estou realizando um sonho em ser sócio da Liana e do Cesar, que são duas pessoas que eu admiro demais, em estar neste ecossistema e de poder oferecer aos clientes o que eu acho que é relevante e certo. Estou muito feliz", completa, dizendo, ainda, que seu ponto de equilíbrio é assim, acelerado e sempre inventando algo novo. 

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