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A agência nasceu entre 1999 e 2000, quando Alberto Freitas, Luiz Coronel e Roberto Philomena decidiram seguir um conselho simples, mas profundo: “Se existirem três caminhos, escolha o que for ajudar o maior número de pessoas”. Foi com essa filosofia que, após o sucesso do lançamento do Bourbon Ipiranga, surgiu a Matriz Comunicação e Propaganda, uma casa onde ideias e emoções se entrelaçam.
Desde então, a agência se consolidou no mercado gaúcho com trabalhos de forte impacto popular, como os tradicionais comerciais de Natal do Zaffari, capazes de emocionar diferentes gerações e de se tornarem referência de comunicação sensível e eficaz. Um tipo de entrega que ajudou a fixar a Matriz como uma agência que entende de gente antes de entender sobre marcas.
Fios que se renovam
Com o tempo, o tear mudou de mãos, mas o desenho permaneceu o mesmo. Os fundadores seguiram outros caminhos, e uma nova geração assumiu os fios da criação: Davi dos Santos, Jair de Mattos, Marcos Hübner e Thiago Ferreira (Cabelo) formam hoje a linha de frente da agência. A transição marcou um novo capítulo, sem romper com os fios do passado.
“Assumir um legado tão consolidado é um desafio, mas também um privilégio. Eles acreditaram em nós para seguir o caminho, e isso nos dá força para criar novas oportunidades”, comenta Jair, diretor e sócio. A nova identidade visual, marcada por um coração que pulsa no centro, traduz o que sempre esteve ali: a emoção como matéria-prima. “Nosso DNA é a emoção. Ela é o fio condutor de tudo o que fazemos”, resume Jair.
O tear das emoções
Na Matriz, toda campanha começa com uma pergunta: o que essa marca faz as pessoas sentirem? É a partir daí, e não apenas de um briefing, que se constroem histórias e se costuram sentidos.
“Hoje, a ciência só comprova o que a Matriz de forma intuitiva fazia: a emoção é a razão das escolhas”, diz Cabelo, diretor de Criação e sócio. Ele mesmo tem sua trama particular: começou como freelancer, foi ficando, tecendo laços, até se tornar parte do tecido principal. “Nunca imaginei ser sócio. Só fazia o meu melhor. E acho que foi isso, a liberdade de ser quem sou, o lado humano da Matriz, que deu match.”
Gente que entrelaça histórias
Na Matriz, ninguém é apenas um nome no crachá. Sandra Silva, da área de Mídia, está lá desde o primeiro ponto, há 25 anos. Felipe Eugênio, que chegou como estagiário, hoje é head de Mídia. Assim como Davi, designer, que trouxe um novo fio de cor ao criar o núcleo de Design, unindo estética e estratégia.
E Giovana, filha de Alberto Freitas, representa o fio da continuidade. “A Matriz é quase uma irmã pra mim. Cresci vendo o jeito de fazer do meu pai, e hoje aprendo com cada um daqui. Tem um pedacinho de todos no que me torno.”
Cada fio tem seu papel na trama que forma a Matriz. Mesmo quando há nós ou descompassos, basta paciência: desmancha-se o ponto e se começa de novo. São cerca de 60 colaboradores hoje, cada um essencial nessa grande teia criativa.
Processos que organizam a criatividade
O mesmo cuidado que aparece nas relações do dia a dia também se reflete na forma como a Matriz organiza seu trabalho. A estratégia e o planejamento sustentam essa organização e ganham forma em encontros semanais que reúnem sócios e lideranças das áreas de Criação, Planejamento, Atendimento e Gestão. É nesse espaço que a agência analisa todos os clientes, identifica oportunidades, antecipa riscos e alinha decisões.
“A criatividade precisa de liberdade, mas também de estrutura para acontecer”, observa Cabelo. Esse equilíbrio entre emoção e método é apontado pelos sócios como um dos principais diferenciais da agência hoje.
A sede da Matriz é mais do que um endereço: é um espaço pensado para o encontro. Salas de reunião, áreas de aproximação, poltronas disputadas após o almoço e uma copa sempre em uso fazem parte do cotidiano. Embora a agência adote o modelo híbrido, com profissionais espalhados pelo Brasil, o presencial segue valorizado.
Transformações que impulsionam
“A emoção precisa de contato. Vibrar junto faz diferença”, diz Jair. Por isso, a presença física é incentivada, especialmente em momentos de troca, reuniões e decisões estratégicas. A rotina segue o horário comercial, com flexibilidade e confiança mútua.
Ao longo da trajetória, a Matriz atravessou transformações profundas: digitalização do mercado, pandemia, enchentes e mudanças no comportamento das pessoas. Em vez de retração, respondeu com adaptação, investindo em tecnologia, gestão em nuvem e novos formatos de trabalho.
Projetos como a campanha da Feira do Livro, ações de venture e iniciativas que vão além da publicidade tradicional mostram uma agência aberta a experimentar, sem perder sua essência. No fim, a Matriz segue sendo um grande tear em funcionamento, agora mais estruturado, mais tecnológico e mais diverso, mas guiado pelo mesmo princípio que a originou: é o humano que conduz o fio. E é dele que nascem as ideias que realmente pulsam.
O mesmo fio, novas cores
Ao longo de seus 25 anos, a Matriz passou por diferentes identidades visuais, acompanhando mudanças de mercado, de gestão e de linguagem. Elementos como o asterisco, a barra e, mais recentemente, o coração marcaram esses diferentes momentos da agência.
Apesar das transformações estéticas, o fio que sustenta a marca permanece o mesmo: emoção, verdade e cuidado nas relações. “Temos o mesmo DNA. O mundo muda, mas nossos valores permanecem firmes. Eles se reforçam no tempo”, destaca Jair.
A Matriz é, afinal, uma obra em constante tecelagem, feita por gente que acredita que sentir é comunicar, e comunicar é tecer relações. Um coração coletivo que pulsa ideias, afeto, prêmios e histórias. Um tecido vivo, que há 25 anos se renova sem jamais romper com o fio que o originou: o humano.

