Apesar de intenso e desafiador, 2022 foi de crescimento para o Sindirádio

Roberto Cervo Melão repudiou ataques à imprensa ocorridos no último ano

Roberto Cervo Melão conversou com a reportagem de Coletiva.net - Crédito: Neitor Corrêa

Para Roberto Cervo Melão, presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Rio Grande do Sul (Sindirádio), 2022 foi um ano intenso e desafiador, com instabilidades no cenário político e muitos ataques à imprensa. "Eventos que repudiamos veementemente, pois lutamos sempre pela liberdade de expressão", pontuou, em conversa com a reportagem de Coletiva.net. Contudo, apesar disso, ele acredita que momentos como esses trazem grande crescimento.

Em 2022, o Sindirádio comemorou 59 anos de atuação e, de acordo com o gestor, foi observado um aumento no consumo do rádio. Ainda foi celebrado o centenário da primeira transmissão radiofônica no Brasil. "Em evento promovido pelo Ministério das Comunicações (MCom), onde radiodifusores, emissoras, entidades e personalidades do setor foram homenageados em cerimônia alusiva à data, eu fui um dos agraciados. Recebemos uma medalha em bronze, confeccionada pela Casa da Moeda e pela pasta, para celebrar esta data tão importante", relembrou. O Sindirádio também esteve presente no 29º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, que reuniu mais de 700 profissionais de todo o País.

Além disso, pautada pelo processo eleitoral, a entidade, em conjunto com a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), promoveu seminários para os associados. O objetivo dos encontros foi passar informações corretas sobre a legislação e os cuidados que os veículos de Comunicação devem ter para cumprir as restrições da lei durante o pleito. "Eventos como este são de suma importância e, ao promover este conhecimento, temos a certeza que estamos cumprindo nosso papel para fortalecer ainda mais o setor", afirmou Melão.

Ainda segundo o presidente, uma "grata conquista" do último ano foi o workshop 'Práticas Trabalhistas na Radiodifusão', onde foram reunidos representantes de diversas empresas de rádio e TV gaúchas. Esse foi o primeiro encontro presencial depois de dois anos de pandemia. "Vivemos um ano atípico por diversos motivos, porém, temos muitas conquistas para serem comemoradas. Posso afirmar que encerramos 2022 com um saldo positivo", celebrou.

Luta e resiliência 

Desafios e ensinamentos foram trazidos por 2022, ano em que o gestor considera que exigiu resiliência, crença no próprio trabalho e em como ele impacta a sociedade. "Aumentamos nossa luta pela liberdade de imprensa, que em muitos momentos foi colocada à prova. Também foi um período em que utilizamos da nossa responsabilidade, enquanto empresas de Comunicação, de exercer ainda mais nosso papel ao passar a informação de maneira correta, combatendo fortemente a disseminação de fake news, que prejudicam muito a sociedade", pontuou.

Em termos financeiros, revelou Melão, o Sindirádio observa que, de modo geral, as emissoras estão se fortalecendo e conseguindo retomar o faturamento. "Não de forma ideal, mas as perdas oriundas da pandemia estão sendo recuperadas", comentou. Para o profissional, após dois anos de queda é natural que haja uma demora na normalização das receitas. "O fato de termos inovado e criado cursos on-line de aperfeiçoamento garantiu que as emissoras mantivessem a constante evolução em que estão inseridas, mesmo com o distanciamento social", disse.

Inovação, evolução e aperfeiçoamento

Para Melão, as perdas financeiras não impactaram apenas a radiodifusão, mas a economia como um todo. No entanto, com metas atingidas e um processo de crescimento em curso, a expectativa para 2023 é seguir trabalhando e buscando sempre por inovação, evolução e aperfeiçoamento, destacou. "Acredito que será um ano de crescimento para o setor. Tenho uma visão otimista, pois acredito no trabalho no Sindirádio, da Agert e da radiodifusão", finalizou.

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