Na corrida que definirá em 2005 o padrão nacional a ser adotado para a TV digital brasileira, o Instituto de Informática da Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foi credenciado junto à Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). A instituição está propondo pesquisa e desenvolvimento de um Codificador de Imagens, além da inclusão do Instituto nas Redes Cooperativas de Pesquisas, que estão sendo formadas com as maiores universidades do País. As Redes Cooperativas serão responsáveis por projetos que vão desde a transmissão, codificação das imagens de TV e serviços/ aplicações/conteúdo até software para receptor ou Middleware, que é uma plataforma de softwares que lê e traduz o conteúdo que for transmitido pela TV digital. O prazo para submissão junto à Finep expirou em 10 de setembro e o governo federal conta com recursos da ordem de R$ 40 milhões do Funtel (Fundo de Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações) para aplicar em pesquisa junto aos Consórcios de Universidades e Centros de Pesquisas do Brasil. No total, são 79 universidades e institutos de pesquisa selecionados, agora envolvidos para definir um padrão compatível com as necessidades do mercado brasileiro.
Segundo o Coordenador do Grupo de Pesquisa em Mídia do Instituto de Informática da Ufrgs, professor José Valdeni Lima, o padrão exigido para a TV digital brasileira deve ter “escalabilidade”, permitindo que os aparelhos de TV analógicos existentes continuem funcionando até que seus usuários possam trocar por aparelhos digitais que permitam acesso à internet. A nova TV digital terá – além do som de qualidade e imagem de alta resolução – uma plataforma de transmissão que permitirá o acesso à internet, ensino à distância e a interação do espectador com o conteúdo veiculado, entre outros benefícios.

