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Rádio híbrido e inovação pautam debates no 18º Seminário do SindiRádio

Evento teve como tema ‘O Rádio em Todas as Telas: O Novo Modelo de Negócio da Radiodifusão’

O encerramento do seminário contou com um painel reunindo os três palestrantes. - Credito: Lourenço Marchesan/Camejo

O 18º Seminário do SindiRádio reuniu profissionais da Comunicação, empresários e representantes de emissoras para debater os desafios e as oportunidades da radiodifusão em um cenário cada vez mais digital e multiplataforma. Promovido pelo Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Rio Grande do Sul (SindiRádio), o encontro ocorreu na última sexta-feira, 15, em Porto Alegre, e teve como tema ‘O Rádio em Todas as Telas: O Novo Modelo de Negócio da Radiodifusão’.

Com mais de cem participantes, o seminário discutiu os impactos das novas tecnologias no consumo de áudio, nas estratégias comerciais e na expansão do rádio para diferentes plataformas digitais. A abertura foi conduzida pelo presidente do SindiRádio, Roberto Cervo Melão, que destacou a capacidade de adaptação do meio diante das mudanças no comportamento da audiência e do crescimento das plataformas digitais.

“O rádio precisa estar em todas as telas, mas sem esquecer que sua maior tela continua sendo a confiança das pessoas”, afirmou. Segundo Melão, o rádio ampliou significativamente sua presença nos últimos anos, ocupando espaços em aplicativos, streaming e dispositivos conectados sem perder sua essência de proximidade com a comunidade.

Especialistas no centro 

Também participou da abertura o presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), Alessandro Heck, que reforçou a importância da profissionalização do setor diante das novas exigências do mercado. A programação da tarde reuniu especialistas para discutir o rádio híbrido sob diferentes perspectivas. A primeira palestra, ‘Rádio Híbrido: a evolução da experiência do ouvinte’, foi ministrada pelo jornalista e fundador do portal tudoradio.com, Daniel Starck.

Durante a apresentação, Starck abordou as mudanças na forma de consumo de áudio e a necessidade de o rádio fortalecer sua percepção como mídia multiplataforma. “As pessoas estão nos ouvindo cada vez mais em diferentes formatos”, destacou.

Segundo ele, o rádio já distribui conteúdo em diversos canais, como streaming, aplicativos e dispositivos conectados, mas ainda precisa avançar na integração com smartphones e na evolução tecnológica da chamada recepção 3.0. “O rádio precisa estar em todos os locais, oferecendo uma experiência igual ou superior à dos serviços digitais”, afirmou.

Força do rádio

Na sequência, o consultor e pesquisador Fernando Morgado apresentou a palestra ‘Ganhando dinheiro com rádio híbrido’, abordando os desafios da monetização e as oportunidades comerciais do setor. Morgado destacou a força do rádio na relação com o público e lembrou que oito em cada dez brasileiros consomem o meio regularmente. “Existe uma discrepância muito grande, o que é uma reclamação histórica do meio”, afirmou.

Para o consultor, o rádio híbrido representa uma oportunidade estratégica de ampliar a competitividade das emissoras no ambiente digital. “O híbrido é a chance de o rádio se firmar como mídia online. Sendo híbrido, o rádio engole a internet”, declarou.

O palestrante também ressaltou o potencial econômico da tecnologia híbrida, afirmando que ela pode ampliar significativamente a capacidade de receita das emissoras. Segundo Morgado, a participação do rádio na publicidade poderia crescer de R$ 1,1 bilhão para R$ 11,7 bilhões com a consolidação do modelo híbrido.

Transformações tecnológicas

Outro destaque da programação foi a palestra “Rádio híbrido: aspectos laborais”, ministrada pelo advogado Guilherme Guimarães. Ele abordou os impactos das transformações tecnológicas nas relações de trabalho e os desafios jurídicos enfrentados pela radiodifusão contemporânea.

“O setor está em transformação. As rádios deixam de ser apenas transmissões lineares e passam a incorporar streaming, podcasts, redes sociais, vídeo e interatividade”, explicou. Guimarães também destacou a necessidade de acompanhar a modernização do setor com segurança jurídica e alinhamento às novas dinâmicas operacionais e comerciais.

O encerramento do seminário contou com um painel reunindo os três palestrantes. Eles promoveram um debate sobre tendências, inovação e os próximos passos do rádio diante das mudanças no comportamento do público e nas dinâmicas do mercado de mídia.

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