Ao lado de Carlos Heitor Cony e Zuenir Ventura, os gaúchos Luis Fernando Verissimo e Moacyr Scliar assinam textos no livro “Vozes do Golpe”, encomendados pela editora Companhia das Letras para marcar os 40 anos do golpe militar de 1964. Scliar, que foi o idealizador da coletânea, assina a ficção “Mãe Judia, 1964”, contando a história de um médico que é levado pela diretora da clínica onde trabalha a colocar um gravador numa capela para obter declarações de uma mulher misteriosa. Verissimo assina “A Mancha”, com a história de um homem que reencontra por acaso o prédio em que foi torturado. Compra o prédio, mas depois não sabe o que fazer com ele nem com suas memórias do período. Para a Folha de S. Paulo, Veríssimo disse que não teve atuação política “e, na época do golpe, estava em lua-de-mel. Então tenho até boas recordações, pessoalmente. Mas sofri as conseqüências da ditadura depois, atuando na imprensa”. “Vozes do Golpe” tem 336 páginas e chega às livrarias com o preço sugerido de R$ 41.

