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‘Fala, Mercado’ traz como tema a profundidade quando o mundo pede velocidade

Repórteres Silvia Lisboa e Thayse Uchoa debatem por que o jornalismo investigativo se torna ainda mais indispensável em tempos de fake news

Thayse Uchoa e Silvia Lisboa participam deste episódio (da esq. para dir). - Crédito: Coletiva.net.

O jornalismo investigativo nunca foi tarefa para quem tem pressa. Quando tudo é urgência, ele exige tempo. Quando o algoritmo pede velocidade, ele exige profundidade. E quando enfrenta poder, interesses e riscos, entrega informação capaz de transformar realidades. É sobre essa prática, cada vez mais indispensável em tempos de fake news e excesso de informação, que o ‘Fala, Mercado’, apresentado por Márcia Christofoli, debruçou-se no mais recente episódio. Para o bate-papo, ela recebeu as jornalistas Silvia Lisboa e Thayse Uchoa, duas profissionais que vivem os bastidores, os desafios e a responsabilidade dessa área diariamente.

Logo de partida, a conversa foi direto ao ponto: o que todo jornalista investigativo precisa saber? Para as convidadas, a resposta passa por competências que vão além da técnica,  envolvem paciência, método, capacidade de cruzar dados, ouvir todos os lados e, sobretudo, não abrir mão da profundidade quando a pressão pelo imediato bate à porta.

A composição da bancada também virou pauta. Não por acaso, dois episódios, duas perspectivas: se em uma edição anterior o tema foi discutido por dois homens, desta vez o protagonismo foi feminino. Silvia e Thayse refletiram sobre como o olhar investigativo pode ser atravessado pela vivência de gênero, e de que forma a perspectiva feminina contribui para ampliar o alcance e a sensibilidade das apurações.

Investigar é, por natureza, enfrentar o poder. E esse enfrentamento tem custo. As jornalistas compartilharam situações em que apurações as colocaram diante de riscos profissionais, jurídicos ou que podiam oferecer prejuízo às suas fontes – experiências que revelam o quanto a prática do jornalismo investigativo exige coragem além da curiosidade.

A conversa também tocou nos limites que orientam o trabalho: onde termina o interesse público e começam as fronteiras éticas? Para as convidadas, essa é uma tensão permanente, que não se resolve com fórmulas, mas com responsabilidade, critério e consciência do impacto de cada publicação. Entre memórias e referências, Silvia e Thayse também falaram sobre as pautas que mais as orgulharam, aquelas que confirmaram a escolha pela profissão, e sobre reportagens alheias que as inspiram até hoje. 

Confira o episódio completo: 

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