1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Sou Deivison Ávila, tenho 44 anos, sou natural de Rio Grande e jornalista formado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) desde 2003. Atualmente, comando as editorias de Geral, Esporte, Internacional e Jornal da Lei, do Jornal do Comércio (JC), onde trabalho há 13 anos.
2 – Por que optou pelo Jornalismo?
Desde criança sempre fui um apaixonado pelo radiojornalismo. Minha mãe contava que eu ficava no “cercadinho” rodeado de brinquedos e com um rádio pequeno à pilha, ouvindo notícias e repetindo-as. Com os jogos de futebol, não era diferente. Com o passar do tempo, o gosto pelo Jornalismo (jornais, revistas e programas de notícias no rádio e na TV) passou a fazer parte do dia a dia. Com isso, a escolha pelo curso na universidade não foi difícil. Após alguns anos de estágios em rádios locais na minha cidade natal, quis o destino que o impresso abrisse as portas para mim.
3 – Em julho, você assumiu o comando das editorias de Esporte, Geral, Internacional e do Jornal da Lei no Jornal do Comércio. Como tem sido a experiência até o momento?
Depois de 12 anos de reportagem na Geral e no Esporte, o desafio de assumir o comando das editorias tem sido muito gratificante. A experiência de acompanhar o fechamento diário das edições, somado ao fazer jornalístico do on-line, também fazem com que o dia a dia seja bastante dinâmico e corrido. Pensar pautas, discutir matérias e debater as edições futuras tem feito parte da construção dessa minha nova fase.
4 – Muito se fala na “crise dos impressos”, embora o Jornal do Comércio permaneça como uma alternativa para aqueles que desejam ter suas edições em formato físico. Na sua avaliação, quais os grandes desafios em manter a circulação impressa atualmente?
O JC vem se atualizando em seu formato digital e, mesmo com o imediatismo da informação cada vez mais voraz, o impresso carrega um peso gigantesco. No caso do Jornal do Comércio, são 90 anos de história, com muita credibilidade e reconhecimento, tanto por parte do leitor quanto pela fonte. Acredito que o impresso ainda terá uns bons anos pela frente. Embora o custo operacional seja o principal desafio de quem coloca o periódico diariamente na casa do assinante, não consigo ver o conteúdo físico ser totalmente extinto. A produção de conteúdos mais atrativos, com análises e repercussões no papel, pode ser o caminho para driblar o consumo imediato da informação on-line.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Em um mundo tão dinâmico, onde a Inteligência Artificial parece capaz de substituir tanta coisa, planejar a vida nos próximos cinco anos parece algo quase impossível. Pretendo me manter atualizado no mercado de trabalho, curioso e sempre interessado em ser desafiado. Nos últimos anos, a terapia fez eu reconhecer que é libertador identificarmos que não sabemos tudo e, o melhor, poder viver tranquilamente sem esse peso. Então, sinceramente, espero estar cercado de pessoas que somem à minha vida e que eu possa somar algo na vida delas, seja no pessoal ou no profissional.
