Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Eduardo Dorneles

Jornalista lançou seu conto pela Amazon Kindle

1 – Quem é você, de onde vem e o que faz? 

“Quem é você?” é uma pergunta desafiadora. O cineasta polonês Krzysztof Kieslowski, em “Cabeças que Falam” (1980), brinca com essa questão e tenta investigar como as pessoas se narram. E o resultado é incrível. Sempre penso nessa obra quando me fazem essa pergunta porque qualquer coisa que eu possa responder não vai realmente traduzir quem eu sou. De qualquer forma, já tergiversei demais — hábito de comunicador: falar ou escrever muito. Meu nome é Eduardo Dorneles, tenho 28 anos, nasci em Porto Alegre, sou jornalista formado pela Universidade Luterana do Brasil e já fui premiado por produções e coberturas especiais, como o Prêmio ARI-Banrisul de Jornalismo 2017 e o Prêmio de Jornalismo da Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul 2018. Atuo na área de comunicação corporativa desde o início da minha carreira — hoje faço a coordenação de assessoria de imprensa da AZ Press Brasil.

Além disso, eu conto histórias. No primeiro semestre participei da coletânea “Quarentenas: textos de uma quarentena criativa”, da editora Palavra Bordada, com o conto “A redenção entre os joelhos” — uma história sobre aquilo que o isolamento social proporcionou para muita gente e, ao meu ver, foi pouco explorado: a falta de sexo. E recentemente, publiquei pela Amazon Kindle, o conto Dois sub-homens e um youtuber.

2 – O que o motivou a escolher o Jornalismo?

O Jornalismo sempre foi uma das minhas duas opções: ser goleiro do Grêmio ou fazer Jornalismo. A primeira não deu certo. Então, me restou a segunda.

Brincadeiras à parte, eu sempre quis ser jornalista. Na infância, por aquela ilusão do Super-Homem, de influenciar e ajudar a melhorar o mundo. A idade e a realidade do mundo me colocaram no chão, mas não apagou outro elemento essencial para minha escolha: o desejo de contar histórias. Isso, certamente, é que melhor eu sei fazer. Escrever. Então, por querer trabalhar com isso, o Jornalismo se mostrou a melhor alternativa. E apesar do mercado ser o que sempre ouvi sobre ele – difícil, eu sou feliz em poder estar nessa área.

3 – Como foi sua inspiração para trabalhar com literatura noir? 

Eu escrevo desde sempre. Brinco que essa minha obsessão em contar histórias surgiu ainda criança, quando eu obrigava os meninos que brincavam comigo a encontrar um porquê para a pancadaria que os bonequinhos iriam protagonizar. Enquanto crescia, explorei os formatos e gêneros. Entre eles, a literatura noir. Porém, a escolha por trabalhar com essa obra especificamente foi muito mais um ‘acidente criativo’. Eu tive uma ideia que me fez rir — algo que geralmente me faz escrever: um contexto cômico, e tentei pensar numa estrutura narrativa que justificasse esse plot. Na medida que eu escolhia os elementos da trama, observei que levar o conto para esse lado e vesti-lo com essa roupagem seria o mais assertivo.

4 – Como foi a sua reação em saber que seu conto estaria na Amazon Kindle? 

Na verdade, foi uma situação deliberada. Eu tenho participado de concursos, logo surgirão algumas publicações, mas eu queria ampliar o escopo de leitores e, de alguma forma, marcar presença nesse mercado de e-books. Por isso, assim que comecei a trabalhar na obra concluí que a plataforma da Amazon seria o ideal. Além disso, esse formato me permitiu a construção de uma experiência multiplataforma. Por poder ser lido no tablet, no smartphone ou até no desktop, a leitura pode ser acompanhada por outros elementos. No caso do conto, o musical. Como sou muito visual, sou muito apegado às trilhas sonoras do cinema. Por isso, montei uma playlist no Spotify para ser ouvida durante a leitura, já que as canções se encaixam com o que acontece na história, ou apenas como acessório complementar à experiência. Você pode ouvi-la aqui: https://spoti.fi/35LCRup

5 – Quais são seus planos para daqui a cinco anos?

É complexo pensar ou projetar uma situação de vida dentro de um período de tempo específico. Ainda mais dentro de um mercado e sociedade tão fluído quanto o nosso. Porém, há, sem dúvida, metas que quero cumprir, como especializações e publicações de mais obras literárias. Independentemente do que possa vir a acontecer, daqui a cinco anos quero continuar sendo fiel à minha consciência e ser a melhor versão de mim.

Essa entrevista foi realizada pelos alunos de Estágio I do curso de Jornalismo, do Centro Universitário Metodista IPA. Texto: Kellen Paim.

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