Cinco Perguntas

Cinco perguntas para Arthur Moraes

Arthur Moraes é jornalista de formação com pós-graduação em Branding, Marketing e Experiência Digital, e, também, o fundador do SulSeguro. - Crédito: Arquivo pessoal.
Comunicador ganhou o primeiro lugar na categoria Seguros Gerais e foi eleito como ‘Jornalista do Ano em Seguros’

1. Quem é você, de onde vem e o que faz?

Sou Arthur Moraes, jornalista de formação, pós-graduado em Branding, Marketing e Experiência Digital e formado em Produção Audiovisual pela Academia Internacional de Cinema. Mas, no fundo, esses títulos explicam apenas uma pequena parte de quem eu sou. Costumo dizer que sou, antes de tudo, um comunicador, alguém profundamente fascinado pelo poder das boas histórias.

A Comunicação entrou muito cedo na minha vida. Com 12 anos eu já tinha um jornal que circulava na comunidade onde eu morava. O Jornal Popular era impresso numa impressora de formulário contínuo, tinha periodicidade mensal e chegou a ter 38 assinantes. Olhando para trás, acho que não havia muito para onde fugir: de alguma forma, eu já estava destinado a ser jornalista.

Anos depois, já na faculdade, criei o Jornal Opa!, um jornal impresso gratuito, que circulava mensalmente nas universidades de Porto Alegre e da Região Metropolitana. Era um projeto independente, feito por estudantes de jornalismo que queriam experimentar uma forma de Comunicação mais jovem, livre e inteligente. Para muitos de nós, aquele jornal acabou se tornando a melhor escola de Jornalismo que poderíamos ter.

Essa inquietação natural de quem gosta de contar histórias acabou me levando ao mercado de seguros. Durante mais de uma década, trabalhei diretamente com Comunicação dentro desse setor, ajudando a construir marcas, desenvolver posicionamentos e planejar estratégias para empresas importantes do mercado. Foi dessa trajetória que nasceu o SulSeguro, uma mídia especializada criada para conectar e fortalecer o mercado de seguros nos três estados do Sul do Brasil.

2. O que o motivou a seguir a carreira de Comunicação?

A Comunicação sempre fez parte da minha vida. Desde muito cedo eu era fascinado por televisão, rádio e jornal. Gostava de assistir a todo tipo de programa e sempre me impressionou a capacidade que a Comunicação tem de influenciar o cotidiano das pessoas.

Sou natural de Rio Pardo, no interior do Rio Grande do Sul, e lembro bem da importância que a Rádio Rio Pardo tinha na rotina da cidade. A programação local praticamente pautava o dia das pessoas: as notícias, os anúncios, os recados. Aquilo sempre me chamou atenção, perceber como um meio de Comunicação podia conectar uma comunidade inteira.

O jornal impresso e as revistas também sempre tiveram um lugar especial para mim. Tanto que até hoje mantenho um pequeno ritual quando viajo: a primeira coisa que faço ao chegar em uma cidade ou em um país diferente é comprar um jornal local. É uma forma de entender como vivem aquelas pessoas, quais são seus debates, suas preocupações e suas histórias.

No fundo, acho que foi essa curiosidade permanente pelas pessoas e pelas histórias que me levou naturalmente para a Comunicação. Porque, mais do que falar, comunicar é uma forma de entender o mundo.

3. Você conquistou o primeiro lugar na categoria Seguros Gerais e o prêmio Jornalista do Ano em Seguros neste ano. Qual o impacto do reconhecimento para você? E para o Jornalismo gaúcho?

Eu vejo esse prêmio como uma validação de uma caminhada que venho construindo há bastante tempo. Sempre procurei olhar e contar histórias a partir de uma perspectiva mais humana. Foi assim no Jornal Opa! e continua sendo assim hoje no SulSeguro: olhar para o mercado de Seguros não apenas como um ambiente corporativo, mas como um ecossistema formado por pessoas e por histórias reais.

Quando a gente observa o mercado com esse olhar, percebe que o seguro não é apenas um produto financeiro. Ele está profundamente ligado à vida das pessoas. Pode estar na decisão de um grande executivo que lidera uma seguradora, mas também na escolha de alguém que faz um seguro simples para proteger uma ferramenta de trabalho, como o morador de uma favela que protege a batedeira da mãe, que sustenta a família vendendo doces e salgados.

No fundo, o prêmio também reforça essa ideia: independentemente do tamanho do mercado, ele sempre é feito por gente. E contar essas histórias talvez seja a forma mais verdadeira de explicar a importância do seguro para a sociedade.

Num tempo em que vivemos bombardeados por informação, algoritmos e métricas de engajamento, falar de humanidade acaba sendo quase um respiro. Talvez seja até curioso pensar nisso, mas em muitos momentos falar mais de gente acaba se tornando uma forma de inovação.

Trazer dois prêmios nacionais para o Rio Grande do Sul também mostra a qualidade da Comunicação produzida aqui e mostra que podemos pensar o Jornalismo de forma criativa, sensível e, ao mesmo tempo, relevante para o País inteiro.

4. Em 2026, você fundou o SulSeguro. O que o motivou e quais são os principais desafios?

Minha trajetória até aqui foi construída com muitas batalhas e aprendizados — muitos deles, como se diz, a trancos e barrancos. E chegou um momento em que percebi que, depois de tudo o que vivi e aprendi ao longo do caminho, não seria justo comigo mesmo chegar até aqui e não ser leal e autêntico com tudo aquilo que me formou e me forjou profissionalmente.

Criar um projeto de Comunicação sem colocar em prática esses aprendizados simplesmente não faria sentido. O SulSeguro nasce justamente dessa necessidade de coerência e autenticidade: de construir algo que reflita, de verdade, a forma como eu e a minha equipe acreditamos que a Comunicação deve ser feita.

Existem excelentes mídias que cobrem o mercado de Seguros com muita competência, mas, na minha visão, ainda há espaço para novas abordagens, novas narrativas e novos formatos. A inquietude sempre foi um motor importante para mim e também para a equipe que está construindo o SulSeguro. É aquele impulso constante de olhar para algo e perguntar: como podemos fazer isso de forma diferente?

O SulSeguro surge com o propósito de conectar os três estados do Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — e fortalecer o ecossistema segurador da região. Mais do que cobrir um setor corporativo, queremos dar visibilidade às histórias, às ideias e às transformações que acontecem dentro desse mercado. Como todo projeto de Comunicação independente, o principal desafio é construir algo que tenha consistência editorial, relevância e sustentabilidade no longo prazo. 

5. Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Vou estar olhando em volta e tentando entender o tempo em que estamos vivendo. Acho que essa é uma das grandes chaves da vida, e também da Comunicação. Tudo começa pela forma como enxergamos as coisas e pela importância que damos a elas.

A Comunicação tem um potencial enorme, mas ela precisa acompanhar a maneira como as pessoas vivem e consomem informação. Por isso, inovar não é apenas criar algo novo, mas também repensar a forma, a linguagem e o jeito de contar as histórias para que elas continuem vivas e conectadas com a realidade.

Isso vale para um veículo especializado como o SulSeguro, mas também para o jornal de uma pequena cidade, ou até para aquele perfil no Instagram que decidiu contar as histórias do seu bairro. No fim das contas, todos estão tentando fazer a mesma coisa: traduzir o mundo ao seu redor.

Eu gosto de pensar que a Comunicação se parece muito com a língua. Ela é um organismo vivo. Está sempre mudando, se adaptando, encontrando novas formas de existir. E quem trabalha com Comunicação precisa entender isso: adaptar-se para continuar relevante, ser mais humano para continuar encantando.

Daqui a cinco anos, sinceramente, acho que vou continuar fazendo exatamente o que faço hoje: olhando em volta e me perguntando, diante de tudo isso que está acontecendo, onde ainda é possível inovar, onde ainda é possível fazer diferente e, principalmente, onde ainda é possível ser autêntico.

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