A Justiça do Rio Grande do Sul determinou, nesta sexta, 10, a exclusão de postagens do influenciador Nego Di com conteúdo falso sobre as enchentes no Estado. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) exigiu que a Meta, empresa responsável pela administração do Facebook e Instagram, apague as publicações que questionem, sem provas, a atuação do governo na prestação de suporte às vítimas.
O MPRS apontou que Nego Di estaria utilizando as redes sociais para afirmar que o governador Eduardo Leite (PSDB) e a Brigada Militar estariam impedindo que barcos e jet skis fossem usados para realizar salvamentos na região de Canoas. O influenciador não apresentou nenhuma prova da alegação, mas a defesa afirmou que os “fatos narrados são baseados em relatos voluntários e divulgados no momento do ocorrido”.
O prazo para que Nego Di remova as publicações é de 24 horas. Na manhã deste sábado, 11, o influenciador publicou no Instagram um chamado para seus seguidores o acompanharem no X. “Tem coisas que só vou conseguir falar por lá”, disse.
Em decorrência da tragédia que atinge o Estado, considerada a maior da história do Rio Grande do Sul, Coletiva.net optou por mudar, provisoriamente, seu olhar editorial. Por tempo indeterminado, o noticiário do portal se focará em dar luz aos acontecimentos relacionados às chuvas e enchentes no mundo da Comunicação. Além disso, destacará a editoria Panorama como uma fonte de serviços. Vale ressaltar que nossos canais estão abertos a todas empresas de nosso ecossistema e comunicadores que queiram noticiar suas iniciativas em prol da população afetada. Informações excepcionais, não relacionadas ao episódio climático, também serão contempladas.

