O publicitário e professor Ticiano Ricardo Paludo morreu no último domingo, 10, aos 52 anos, em decorrência de um AVC. Docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) por 16 anos, ele construiu uma trajetória marcada pela criatividade, pela atuação acadêmica e pelo envolvimento com a Música e a Cultura.
Formado em Publicidade e Propaganda e doutor em Comunicação — também pela PUCRS —, Ticiano lecionou em cursos como Publicidade e Propaganda, Comunicação Empresarial e Arquitetura. Além disso, atuou em programas de pós-graduação voltados a temas relacionados a Artes, Cultura e semiótica.
Para além da sala de aula, desenvolveu carreira como músico e designer de som desde o fim dos anos 1980. Ao longo da trajetória, recebeu prêmios nacionais e internacionais e participou da criação de projetos sonoros para empresas como ALL — atual Rumo —, Gerdau e Souza Cruz.
Música, Cultura e docência
As referências musicais e culturais acompanhavam o professor também na produção acadêmica. Admirador de artistas como David Bowie, Beatles e da banda Kiss, Ticiano transformou sua tese de doutorado no livro ‘Mitologia Musical’.
Na PUCRS, a relação com a música extrapolava o ambiente das aulas. Ele integrava, como guitarrista, a banda formada por professores da Famecos, ao lado de Alberto Raguenet, Cláudio Mércio, João Guilherme Barone, Zé Carlos de Andrade e do maestro Márcio Busatto. “Os alunos o adoravam pela maneira tranquila e carinhosa com que ele tratava todo mundo no laboratório”, conta Zé Carlos, em matéria publicada em GZH.
Colega de Ticiano na PUCRS desde 2013 e contemporânea dele na graduação da Famecos nos anos 1990, a jornalista e doutora em Comunicação Paula Regina Puhl também destaca o perfil do professor: “Ele era sempre criativo e se reinventando com bom humor e autenticidade.”
A professora da PUCRS Cristina Schroeder de Lima, que conheceu Ticiano em 2007, também relembrou a convivência construída ao longo dos anos. “Ele era questionador, super criativo e envolvente. Sério e divertido ao mesmo tempo. Eu adorava que o Tici era daquelas pessoas que dedicava tempo para bater papo no telefone, com frequência falávamos mais de hora”, relata.

