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Em Porto Alegre, Fundação Ecarta é base de apoio a trabalho jornalístico

Iniciativa é uma parceria entre Fenaj, Sindjors e Sinpro/RS e aberta a profissionais gaúchos e de fora do Estado

Está em funcionamento, em Porto Alegre, uma base de apoio ao trabalho de jornalistas. O espaço, que oferece infraestrutura para profissionais gaúchos e de fora do Estado, é oferecido pela Fundação Ecarta (Avenida João Pessoa, 943 – bairro Farroupilha), instituição mantida pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS). A iniciativa é uma parceria da entidade com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors). 

A base passou a funcionar nesta semana, após reunião entre representantes das organizações, a partir da preocupação da presidência do Sindjors com o apoio a profissionais que estão sem amparo para realizar a cobertura. No local, as equipes podem carregar equipamentos, usar a rede wi-fi, as instalações para fazer download de material e redigir conteúdos com infraestrutura.

“Estamos acompanhando o trabalho de nossa categoria nesta tragédia, tanto a atuação regional quanto nacional, com uma certa apreensão, principalmente por estarmos com a sede física fechada, por conta da inundação”, disse em entrevista ao portal a presidente do Sindjors, Laura Santos Rocha. A partir dessa preocupação, a base na Fundação Ecarta foi estruturada. Além disso, a presidência do sindicato mantém contato direto com delegados sindicais para monitorar e apoiar o trabalho dos jornalistas. 

Por essa razão, o sindicato vem atuando 24 horas não apenas no monitoramento do trabalho profissional, como também com ações diretas, como a ajuda a salvamento de jornalistas e familiares, apoiados pela Defesa Civil e uma “permanente vigília para atender e dar suporte no que for necessário”. “Criamos, inclusive, uma campanha de arrecadação para apoiar financeiramente os jornalistas que perderam tudo. O povo gaúcho está vivenciando enchentes que afetam 452 municípios do estado, ou seja, quase 90% do total das cidades em um cenário somente visto em filmes de ficção científica”, completou Laura.

Fake news

As fake news também fazem parte das preocupações da presidente. Para ela, a constante disseminação de notícias falsas tem o objetivo de “fomentar rebelião do povo brasileiro em meio a maior crise climática no Brasil”, a partir do entendimento de que essas ações, organizadas, são de cunho político. Laura ainda garante que o Sindjors, com apoio da Federação Internacional de Jornalismo (FIJ) e da Federação de Jornalistas da América Latina (Fepalc), tomará “todas as medidas cabíveis e consequentes, na justiça brasileira, quanto à violação da Comunicação como direito humano e do povo gaúcho”.

A propagação de notícias falsas ainda tem como consequência, de acordo com a dirigente, um tratamento hostil recebido por jornalistas por parte da população. Ela exemplifica casos como o de Eduardo Paganella, que precisou interromper uma transmissão após ele e equipe serem vaiados. “Pedimos, novamente, às autoridades públicas que tomem providências para garantir a integridade física de profissionais da imprensa e apelamos à sociedade gaúcha e brasileira, para não compartilharem conteúdos, ao recebê-los, sem antes fazer a verificação em veículos confiáveis”, finalizou Laura. 

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