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Agência Bistrô cria Comitê de Inteligência Artificial e amplia debate sobre uso da tecnologia no setor

Todos os profissionais da agência participaram da iniciativa, realizada em parceria com a empresa Templo, especializada em ensino corporativo sobre o tema

A Bistrô anuncia a criação de um Comitê de Inteligência Artificial (IA) interno, composto por seis profissionais das áreas de Criação e Produção de Conteúdo. A iniciativa surgiu após a conclusão, no ano passado, de um curso para todos os profissionais da agência sobre IA, realizado em parceria com a empresa Templo, do Rio de Janeiro, especializada em ensino corporativo sobre o tema.

De acordo com Fernanda Aldabe, vice-presidente institucional da Bistrô, o curso foi realizado ao longo de quatro meses e contou com a participação de cerca de 70 colaboradores. A formação abordou práticas aplicadas ao dia a dia da agência, bem como reflexões sobre ética e possíveis modelos de monetização da tecnologia.

O comitê é liderado por Paula Flores, diretora de Operações, e reúne profissionais como diretores de arte, arte-finalistas e especialistas em vídeo e motion. Segundo Aldabe, esses são os setores onde o uso da IA tem se mostrado mais frequente, especialmente em processos envolvendo imagem, som e automação de tarefas criativas.

Novas ferramentas

A área executiva da Bistrô também utiliza ferramentas baseadas em IA, porém com foco em soluções administrativas, como geração automatizada de atas e assistentes de texto. O comitê se reúne semanalmente para testar e avaliar novas ferramentas, com revisão bimestral das plataformas contratadas. O objetivo é manter a agência atualizada e garantir a eficiência do uso da tecnologia.

Aldabe afirma que o uso da IA na Bistrô tem sido tratado como investimento. “Até o momento, a IA gerou mais custos para a empresa do que corte de gastos, mas entendemos isso como investimento”, destacou. Ela reforça que nenhum profissional foi substituído por IA, e que o foco tem sido tornar os processos menos operacionais e mais estratégicos.

“A IA tem acelerado bastante o trabalho facilitando coisas que demorariam muito mais tempo para serem feitas. Conseguimos fazer mockups e ajustes em fotos em segundos e vídeos em minutos. Além de que tudo que se consegue pensar e descrever num prompt – pergunta que o utilizador fornece ao modelo de IA para obter uma resposta -, pode ser feito”, comentou Israel Damiani, designer e integrante do Comitê de Inteligência Artificial da Bistrô. 

Impactos éticos da IA

A Bistrô também tem promovido discussões internas sobre os impactos éticos da IA. Um dos exemplos foi a realização de um workshop sobre ‘Racismo no algoritmo’, com o objetivo de evitar a reprodução de vieses discriminatórios em prompts e criações automatizadas.

Fernanda reconhece que o avanço da IA pode afetar setores ligados à indústria criativa, como produtoras de áudio, vídeo e fotografia. “Existe um impacto nesse setor, não tem como pensar indústria criativa sem impacto nessa parte de negócios, já que muitas tarefas que antes eram manuais, agora podem ser automatizadas”, afirmou.

“O Comitê de Inteligência Artificial da Agência Bistrô completou um ano neste mês. Desde então, o uso das ferramentas aumentou de maneira exponencial dentro da empresa. Além das entregas mais ágeis, vemos também uma melhora na criação e finalização das peças”, avaliou Paula Flores, vice-presidente de Operações que encabeça o Comitê de IA na Bistrô. 

A agência continua monitorando o uso da tecnologia e reforça que o objetivo é aprimorar a entrega aos clientes e otimizar o tempo da equipe para tarefas estratégicas. O comitê segue como espaço de experimentação, análise e formação contínua.

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