Em 2 de outubro, mais de 6,8 milhões de gaúchos foram às urnas escolher seus representantes para os próximos quatro anos. Candidato mais votado no pleito, o advogado e jornalista da Rede Pampa, Gustavo Victorino, conquistou uma das 55 vagas para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), que eram disputadas por 780 nomes. Em conversa exclusiva com a reportagem de Coletiva.net, o comunicador fez uma avaliação da campanha e revelou que pretende lutar pela recuperação econômica do Estado.
Eleito pelo Republicanos com 112.920 votos, Victorino relatou ter se surpreendido com o resultado. “Tinha esperança em ser eleito e lutei para fazer uma boa campanha, mas foi um resultado que me pegou de surpresa”, afirmou. Para o jornalista, que disputou o cargo público pela primeira vez, atingir uma contagem expressiva como essa costuma exigir uma estrada política. “Como eu não tinha isso, busquei agir com o coração. Fui para a rua, conversei com as pessoas e me aproximei das necessidades”, explicou.
Durante a campanha, contou o comunicador, chegou a visitar mais de 20 cidades do interior do Rio Grande do Sul, onde conversou com a população e as lideranças comunitárias. “Queria que me conhecessem melhor, além de ser só mais um ‘rosto da TV’. Tive uma boa receptividade por onde andei, as pessoas viram que eu tinha uma proposta e visão política que se alinhava com o que queriam, então surgiu esse apoio”, relatou. Por conta disso, Victorino entende que, pelo resultado que teve, a pressão para entregar um bom resultado na ALRS será maior.
Recuperação econômica
No Palácio Farroupilha, a principal defesa do jornalista será a recuperação econômica do Rio Grande do Sul. “É um Estado deficitário, não podemos nos iludir com esse dinheiro que entrou, destinado pelo Governo Federal, para o combate à pandemia e para a Educação”, afirmou. Além disso, também atuará por melhorias no IPE que, “por conta da dificuldade em não conseguir honrar seus compromissos, coloca em risco a situação de cerca de meio milhão de pessoas que dependem do serviço”.
A diminuição da carga tributária também está em seu foco, por isso o comunicador utiliza o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para exemplificar sua proposta: “Lá em Brasília, quanto mais o Governo Federal reduz imposto, mais ele arrecada”. Desse modo, Victorino entende que, ao cobrar menos tributos, o dinheiro fica na mão do cidadão, que pode aplicá-lo em diferentes frentes de consumo, o que aumenta o recolhimento. O jornalista ainda elogiou o trabalho feito nesse sentido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Alinhado a isso, Victorino se coloca ao lado da direita conservadora, porém assume uma visão econômica liberal, pois considera que a conservação dos recursos financeiros na mão do governo gera um terreno fértil para a corrupção. Embora se defina como “bolsonarista”, o jornalista explicou que o apoio ao presidente e candidato à reeleição pelo PL se deve à semelhança entre os temas que defendem. “Nosso País não pode regredir ao estatismo, ou vamos acabar assustando os investimentos e diminuindo a geração de empregos. Vou lutar por isso!”, garantiu.
Futuro no Jornalismo
Pela Constituição Federal, os eleitos aos cargos de Deputado e Senador não podem firmar ou manter contrato com empresas concessionárias de serviço público, como é o caso da Rede Pampa. Apesar da posse estar prevista apenas para o ano que vem, essa determinação precisa ser cumprida até a data da expedição do diploma, que tem 19 de dezembro como prazo final. Com quase 50 anos na Comunicação, Victorino afirmou que o afastamento de suas funções na emissora será com “muita tristeza”.
Porém, em entrevista dada ao POA Streaming na tarde desta segunda-feira, 10, durante o ‘Programa do Brasil’, o comunicador indicou que seguirá nas redes sociais e poderá estar na programação do veículo no ano que vem. Ao portal, o diretor da emissora Fabiano Brasil admitiu que está em negociação com Victorino e que “é bem provável que ele esteja conosco em breve”. Atualmente, o jornalista é um dos apresentadores na bancada do ‘Atualidades Pampa’, da TV Pampa, além de contribuir como comentarista na programação da rádio Pampa.

