No último domingo, 8, o Brasil foi assunto ao redor do mundo em decorrência dos atos antidemocráticos liderados por apoiadores do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), em Brasília. Durante a cobertura das ações e do desmonte de acampamentos de manifestantes nos dias seguintes, 40 jornalistas foram atacados. Os números são registrados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em conjunto com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
De acordo com o levantamento das entidades, a maioria dos casos (43,2%) aconteceram no Distrito Federal, sendo que, em 16 deles, houve agressões físicas e, em alguns, roubos. Ao todo, foram registradas 37 ocorrências – em certos episódios, mais de um profissional foi atacado. No entanto, também há relatos vindos do Acre, de Alagoas, do Mato Grosso, do Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Santa Catarina e de São Paulo.
Preocupados com o contexto violento para a atuação de profissionais da imprensa, representantes da Abraji, Fenaj e da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), encontraram-se com o ministro-chefe da Secretaria da Comunicação (Secom), Paulo Pimenta. Na reunião, orquestrada pela pasta, o titular do órgão se comprometeu a levar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um pedido para uma articulação com governadores. A ação teria o objetivo de enfrentar o problema da violência de forma conjunta e recomendar que as forças de segurança respeitem o trabalho da imprensa.
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