Durante dois anos publiquei semanalmente em Coletiva.net comentários sobre minhas viagens pelo mundo, de Farroupilha a Bangcok, com muitas coisas reais e outras fantasiosas. Agora que essa coleção de relatos virou livro (Aconteceu em… à venda na Livraria Bamboletras) vou dar por encerrada a série. No seu lugar, a partir de hoje, estou iniciando outra série – FALO COM… em que vou “falar” com personagens importantes da nossa História, da política, da cultura e do futebol, que já não estão mais vivas.
Serão narrativas, obviamente, fantasiosas…ou nem tanto.
Começo com Leonel Brizola.
– Dr. Brizola, como o senhor está vendo a realidade do Brasil hoje?
– São muitos os “interésses” estranhos na nossa política. Como disse aquele menino, o Chico, “O que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta”
– E as eleições, Dr. Brizola?
– Será uma eleição entre o Diabo e Satanás, na qual o Inferno é que sairá ganhando.
– Mas o que importa não é afastar o Bolsonaro?
– É verdade, Ele não passa de um filhote da ditadura. Mas precisamos ter alguém que enfrente também o capital espoliativo internacional.
– Mas o PT não faz esse papel?
– O PT é como a galinha que cisca à esquerda, mas vai por seus ovos à direita.
– O senhor foi vice do Lula numa eleição. Por quê?
– Na época foi pra reforçar a luta contra o FHC que estava entregando o Brasil. Não deu certo.
– Capitalismo ou socialismo?
– O socialismo é inevitável. Eu sempre lutei por uma versão brasileira do socialismo, o “Socialismo Moreno”.


