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Após mais de três décadas, Marta Sfredo deixa o Grupo RBS

Desligamento da jornalista ocorreu nesta segunda-feira, 4, e é atribuído a um movimento de renovação da equipe

Marta Sfredo estava há quase 34 anos no Grupo RBS. - Crédito: Mateus Bruxel

A semana começou com uma grande mudança na editoria de Economia do Grupo RBS. A jornalista Marta Sfredo, que estava na empresa havia quase 34 anos, foi desligada nesta segunda-feira, 4. De acordo com o conglomerado de mídia, o encerramento do ciclo da profissional faz parte de um “movimento natural de renovação no time de comunicadores”.

A manifestação, encaminhada ao Coletiva.net, traz ainda um agradecimento pela contribuição de Marta e o desejo de sucesso em novos projetos. Outro ponto da nota reforçou o compromisso do Grupo RBS com as pautas econômicas: “Economia é um assunto fundamental na cobertura da RBS. A empresa seguirá inovando para oferecer conteúdos e formatos relevantes para o público e para promover debates de temas que contribuam para o desenvolvimento do Estado”.

Marta Sfredo

Com uma trajetória consolidada no Jornalismo Econômico, Marta é formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e iniciou a carreira em veículos como a Rádio Guaíba, o Correio do Povo e o jornal A Semana. Desde 1992 na Zero Hora, ela passou por diferentes editorias, incluindo Política, até se especializar em Economia, área em que se firmou como referência e chegou ao cargo de editora.

Também atuou em múltiplas plataformas do Grupo RBS, com participações em rádio e televisão, embora mantendo o impresso, e posteriormente o digital, com o lançamento de GZH, como base principal. Ao longo da carreira, acumulou diversas honrarias, como o ‘Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo’, em múltiplas edições, e o ‘Troféu Protagonista’, concedido pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos do Rio Grande do Sul (Abeoc-RS).

Foi reconhecida como ‘Jornalista de Economia do Ano’ pelo Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul (Corecon-RS), em 2016, e integrou diferentes edições da lista dos profissionais ‘+Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças’. A reportagem do Coletiva.net buscou contato com a profissional, porém não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Confira na íntegra a manifestação do Grupo RBS:

O encerramento do ciclo de Marta Sfredo corresponde a um movimento natural de renovação no time de comunicadores. O Grupo RBS agradece pelos 33 anos de contribuição de Marta e deseja sucesso em seus novos projetos.

Economia é um assunto fundamental na cobertura da RBS. A empresa seguirá inovando para oferecer conteúdos e formatos relevantes para o público e para promover debates de temas que contribuam para o desenvolvimento do Estado.

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15 Comments

Anamara Bolsson

Lamentável abrir mão de uma profissional qualificada, com olhar crítico e aguçado como Marta. Parece interessar mais à empresa a profissional que circula com desembaraço entre as grandes empresas e instituições favorecendo e incentivando apenas os grandes negócios e o empresariado. São as relações interessantes e interesseiras as que estão valendo.

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Milton Telesca

Acompanho há bastante tempo o site Coletiva. net e o aprecio bastante. A recém o Grupo RBS está se dando conta que tem que mudar a sua linha editorial, seguindo os parâmetros dos grupos Caldas Junior e da própria Rede Pampa. Atualmente a RBS só foca no trânsito, na previsão do tempo e amenidades. Toda a população está sentindo que essa política assistencialista sem um plano de governo planejado de curto e médio prazo não tem nenhum futuro para o Brasil.

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Marcelo

Uma imprensa séria não deve seguir linha editorial para defender político, partido ou governo, seja de direita, de esquerda ou de centro. O compromisso de um veículo de comunicação precisa ser com a informação, com a fiscalização do poder público, com o contraditório e com o interesse da sociedade.

Quando um órgão de imprensa passa a moldar sua cobertura para agradar determinado campo político, ele deixa de servir ao público e passa a servir a uma narrativa. Isso enfraquece o jornalismo, reduz a confiança da população e transforma informação em torcida.

É legítimo que cada veículo tenha sua identidade editorial, seus critérios e suas prioridades. Mas isso não pode significar submissão a políticos, governos ou grupos ideológicos. A função da imprensa não é aplaudir poderosos nem atuar como linha auxiliar de projeto político algum. É questionar, apurar, contextualizar e cobrar, independentemente de quem esteja no poder.

O Brasil não precisa de imprensa de direita ou de esquerda. Precisa de imprensa livre, crítica, responsável e capaz de incomodar todos os lados quando os fatos exigirem.

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PAULO RENATO RODRIGUES LIMA

Perfeito. A imprensa que noticie, informe, a opinião deixe que eu mesmo faço, não preciso de ninguém que faça isso por mim.

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Luiz Carlos Vaz

Uma pena. Os leitores perdem uma grande profissional, competente, atualizada, séria e comprometida com o bom jornalismo.

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GUSTAVO LUIZ DE MARTINI

Infelizmente retirando pessoas experientes mas a idade é fatal neste país onde as mentalidades novas acham que aquele que passa dos 40/50 nao servem mais. Triste pensamento destes empresários pois a nova geração teria muito o que aprender com estes

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Lucas dos Santos da Rosa

Por favor diretores fazem uma renovação profunda no time do esporte
Tá duro pra assistir o sala de redação e o hoje nos esportes

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Mario Rocha

Marta Sfredo não se alinha entre “comunicadores”. Sempre foi jornalista. E isto fez, faz e fará,toda a diferença. Apequena-se uma vez mais o grupo empresarial que um dia, via Nelson Sirotsky, sonhou tornar-se um grande “player” internacional.Deu no que deu…

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Aquilino Dalla Santa Neto

É notório que o Grupo RBS optou por um lado político. O problema é que jornalismo tem o compromisso com a verdade antes de qualquer coisa. Nesses últimos 15 anos, percebi que os melhores jornalistas e colunistas foram descartados como cascas de ovos. O que a direção dessas empresas de comunicação não entendem é que com eles, também se vão leitores e telespectadores.

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JULIO TADEU CARNEIRO SORTICA

Lamentável. Conheço e acompanho o trabalho da Marta há mais de 40 anos. Sempre foi competente. Será uma perda para os leitores.
Se a justificativa da empresa é renovação.temo pelo futuro da diretora de jornalismo (?) Marta Gleich, que deve ter uns 46 anos de RBS.

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Jussara Oliveira Da Silva

Lamento muito a saída de Marta. Pra mim era leitura obrigatória. Bem informada, competente, manteve a integridade e independência. A cada dia Zh se apequena. As mediocridades tomam conta, com poucas exceções.

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Cesar

Depois da chegada da giane guerra e de seu marido jocimar farina o destino da Marta já estava traçado….

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