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Verve e veneno

Por José Antônio Moraes de Oliveira

“Ele é o melhor que a guerra produziu, ainda que

passe metade do tempo bebendo champanha”. 

(Atribuido a Franklin Delano Roosevelt

se referindo a Winston Churchill).

***

Foi uma das personalidades mais controversas do século XX e sobre a qual se escreveu um oceano de livros e estudos. Winston Leonard Spencer Churchill foi extraordinário em tudo o que fez. Seja como um grande perdedor ou um grande vencedor, seu ego sobreviveu a tudo. Seu último gesto de desafio foi escrever seu próprio epitáfio:

“Estou pronto para conhecer meu Criador.

Mas não sei se ele está preparado para a

grande provação de me conhecer”.

***

No livro “A Verve e o Veneno”, da escritora inglesa Dominique Enright, encontramos uma compilação de frases e chistes que revelam o pensamento e visão de mundo by Winston Spencer Churchill. Assim ela o definiu:

“Um homem que amava palavras.”

E desfila exemplos de sua verve e veneno:

“Conciliador é aquele que alimenta um crocodilo

na esperança de que ele o devore por último”.

***

“Fanático é quem não consegue

mudar de opinião nem mudar de assunto.”

***

“Sucesso consiste em ir de fracasso em fracasso

sem perder o entusiasmo.”

***

“A política consiste na habilidade de prever o que vai acontecer amanhã, no próximo mês e no ano que vem. E ter a capacidade de explicar por que nada daquilo aconteceu.”

***

“Você jamais chegará ao fim da jornada se parar para jogar pedra a cada vez que um cão ladrar.”

***

Sobre um político que lhe fazia oposição:

“Ele possui todas as virtudes das quais não gosto e

não tem nenhum dos vícios que eu aprecio.”

***

“Um comunista é como um crocodilo:

quando abre a boca, você não sabe se está tentando

sorrir ou se preparando para devorá-lo.”

***

“Você tem inimigos? Ótimo, significa que em  alguma vez na vida você brigou por algo que vale a pena.”

***

Sobre seus pares da Câmara dos Comuns: 

“Quando se levantam, não têm ideia do que vão dizer,

enquanto falam não sabem o que dizem

e quando se sentam não lembram o que disseram.”

***

Resposta a um jornalista que queria saber como se mantinha em forma, bebendo como bebia e fumando como fumava: 

“Eu nunca pratiquei esporte”.

***

 

Autor

José Antônio M. de Oliveira

O colunista é um veterano jornalista e publicitário. Assina uma coluna no Coletiva desde 2005. Foi repórter e redator nos jornais A Hora, Jornal do Comércio, Folha da Tarde e Correio do Povo. Como publicitário, atuou na MPM Propaganda nas sedes de Porto Alegre, do Rio de Janeiro, de São Paulo e também em Nova York, durante o convênio MPM / N.W.Ayer Advertising. Criou e redigiu comerciais e anúncios para Ipiranga, Renner, Banco do Brasil, Embratur, I Love New York, Pan American World Airways e American Airlines. Diretor de Comunicação do Grupo Iochpe, foi co-fundador do CENP, a entidade de normas éticas para anunciantes e agências de publicidade. Em 2021 publicou o livro de memórias ‘Entre Dois Verões’ – já esgotado – contendo 30 crônicas sobre sua infância nos campos do Sul e na Porto Alegre dos anos 50. Agora, volta à cidade em seu segundo livro, ‘Um Rio Portas Adentro’, onde registra e relembra as grandes cheias que assolaram a cidade em 1941 e 2024 e presta tributo a algumas das personagens mais singulares e sedutoras que agitaram Porto Alegre em seus anos dourados. E-mail para contato: [email protected]
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