Já apresentamos aqui a constatação de Scott Fitzgerald sobre como os ricos são diferentes, em seu livro “Contos da Era do Jazz”. E os ricos franceses são mais diferentes ainda.
Dezesseis executivos e investidores endinheirados assinaram uma petição no “Nouvel Observateur” apelando para uma contribuição de impostos dos cidadãos mais ricos da França. “Estamos cientes de que nos beneficiamos muito com o modelo francês e do ambiente europeu, ao qual temos grande apego e desejamos preservar”, disseram. Entre os signatários estão Liliane Bettencourt, maior acionista da L’Oreal, e Chistopher de Margerie, presidente da petroleira Total.
Houve executivos que lamentaram pagar menos impostos que seus subordinados. Sarkozy, presidente francês, aproveitou a deixa. Os ricos e as grandes empresas arcarão com o ônus do aumento da arrecadação da França em um novo projeto fiscal. O governo procura uma receita adicional de R$ 27,6 bilhões até o final do ano, que vem para controlar as finanças públicas.
O plano detalha que uma sobretaxa provisória de 3% será aplicada a quem tiver renda superior a R$ 1,15 milhão. E o imposto sobre o rendimento do capital propiciará 500 mil euros.
Todas estas medidas de Sarkozy e seu primeiro ministro François Fillom têm como objetivo a manter o AAA na classificação de risco da França. E esperam atingir o objetivo graças à “ajuda filantrópica” dos mais ricos.

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