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De novo?!!

Há menos de três meses do imbróglio que a imprensa provocou acusando o livro Por uma vida melhor de ensinar errado, não é que …

Há menos de três meses do imbróglio que a imprensa provocou acusando o livro Por uma vida melhor de ensinar errado, não é que a mesma imprensa noticiou agora que o Poder Judiciário censurou e/ou proibiu o filme A Serbian film Terror sem limites?

Quando chefe de reportagem da Última Hora gaúcha, eu mantinha uma coluna diária – Sem Censura – cujo nome já indica meu profundo ódio por qualquer tentativa contra a liberdade de expressão. Só não meti minha colher no assunto em pauta, pois já havia colheres demais vituperando o Poder Judiciário. Sorte minha.

Assim como as falácias contra o livro que não ensina errado acabaram provocando linguistas – especialistas em linguística – a ensinar os motivos pelos quais Por uma vida melhor ensina certo, esse novo imbróglio trouxe à cena o saber de um especialista em Direito Constitucional e Ciências Criminalistas, o advogado Victor Travancas, que representa o DEM no caso em pauta.

Quando vivos, o psicanalista Eduardo Mascarenhas e o filósofo Gerd Bornheim, por exemplo, aqui no Rio, eram consultados no Rio sempre que uma notícia envolvia as especialidades deles, o que evitava que a gente engolisse gato por lebre. Parece que agora, mais uma vez, jornalistas afoitos esqueceram o dever do ofício.

Estribado no seu saber jurídico, em articulado artigo em O Globo do dia 1º, Victor Travancas nos explica que o filme não foi censurado e nem proibido e que está sub judice num processo absolutamente legal que não macula a liberdade de expressão e muitos outros preceitos constitucionais.

O especialista é claríssimo: “O Poder Judiciário, no cumprimento do seu dever constitucional, e submisso ao Estatuto da Criança e do Adolescente – votado por um Congresso livre e eleito diretamente pelo povo -, suspendeu temporariamente a exibição da obra, para que, após o exercício da ampla defesa e do contraditório, decida se o filme apresenta ou não incentivo à pedofilia. O filme não foi proibido. O filme não foi censurado. O filme está sendo debatido – nas regras da democracia – no seio do Poder Judiciário”.            

Seja qual for a decisão do Poder Judiciário sobre esse processo, ela jamais será condenada pela opinião pública como quando o ministro Carlos Velloso, mesmo contrariando alguns pares, mandou libertar os Maluf pai e filho.

Assim como aconteceu com aquele livro que não ensina errado, este filme não foi censurado e nem proibido, mas joga merda na imprensa que não apura suas matérias.

Inté.

P.S. Os spots se apagaram para Ítalo Rossi. Ele me chamava de Conde. Sua saída de cena devolveu-me à condição de plebeu.

 

Vitrine (comentários entrevista sobre Legalidade)

Que delícia de texto!!!!!! Beijossss. Claudia Almeida, Rio.

Valeu, Mano véio. Recordar é viver. Rogério Fróes, ator. Rio.

Alegria pelos bons instantes, momentos e movimentos. Moisés Andrade, arquiteto, Recife.

Autor

Mario de Almeida

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