Sem poder contar com o reajuste dos combustíveis, vetado pelo governo, a Petrobras adiou investimentos de R$ 44 bilhões, que deveriam começar em 2015, e passou a buscar compradores no exterior de R$ 23,5 bilhões em seus ativos.
Dos projetos adiados, o mais importante é a refinaria ‘premium’ no Maranhão, com capacidade de 300 mil barris/dia e investimento estimado em R$ 20 bilhões. A operação deve começar agora somente em 2016, dois anos mais tarde, quando o país estará mais dependente da importação de petróleo.
Segundo analistas, a estatal optou por manter projetos de exploração e produção que geram caixa mais rapidamente, e adiar os de refino, que têm margens menores e retorno mais lento.
Outro grande plano adiado foi a unidade de conversão de gás em alto mar para possibilitar o transporte de gás do pré-sal. Serão trazidos para o continente por um gasoduto de cerca de 300 quilômetros, cujo traçado está em estudo.
Ativos no exterior
Sobre a venda de ativos, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que esta operação vai se concentrar no exterior. A estatal espera desfazer-se da maior parte dos empreendimentos em dois anos.
Pressionada pelo governo, na prática vai aplicar menos recursos do que no programa anterior (2010-2014). É que com o câmbio desfavorável, a empresa vai investir menos em reais, já que a valorização da moeda brasileira tornou os investimentos mais caros em real em relação ao dólar, moeda de referência do plano de investimento.
De um plano para outro, houve uma redução de R$ 11,4 bilhões.

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