Curadora do Find 2026 destaca inovação e reflexão sobre IA na programação

Margarida Galafassi afirma que evento equilibrou soluções práticas e debates éticos sobre inteligência artificial, reunindo mercado, tecnologia e impactos sociais

Após o sucesso da edição de 2025, o Find 2026 ampliou sua proposta ao assumir discussões sobre temas urgentes da atualidade: a inteligência artificial e a economia da atenção. Para Margarida Galafassi, curadora do evento pelo segundo ano consecutivo, o principal desafio foi construir uma programação capaz de ir além do discurso óbvio sobre tecnologia e oferecer ao mercado uma abordagem mais profunda, equilibrando inovação prática e reflexão crítica.

Ao lado de Fábio Rios, Margarida liderou a curadoria desta edição com o objetivo de posicionar o fórum dentro de um debate global já presente nos maiores eventos internacionais. “Todo mundo está falando de inteligência artificial. Nosso desafio era entender qual seria a nossa fala sobre isso”, explicou.

Entre a magia e o caos

A resposta veio a partir do conceito central do evento: ‘A Magia e o Caos da Inteligência Artificial’. Segundo a curadora, a escolha traduz a dualidade vivida atualmente por profissionais, empresas e sociedade diante da tecnologia. De um lado, a magia representada por ferramentas, soluções e possibilidades já implementadas no mercado. 

De outro, o caos, marcado por incertezas, impactos sociais, questões éticas e medo diante das transformações aceleradas. “É a realidade que vivemos. Ainda existe uma reflexão muito forte sobre o impacto real da IA, enquanto, ao mesmo tempo, ela já está transformando negócios e rotinas”, pontuou.

Soluções, ferramentas e reflexão

Margarida destaca que essa divisão orientou a construção das trilhas de conteúdo, distribuídas para contemplar tanto aplicações objetivas quanto debates mais amplos sobre saúde mental, hiperconectividade, responsabilidade e critérios de uso. “A gente queria que as pessoas saíssem daqui com soluções, ferramentas, mas também com reflexão.”

Entre os principais pontos defendidos pela curadora está a necessidade de discutir o uso responsável da inteligência artificial em um momento de rápida adoção tecnológica. “Não vamos conseguir fugir do que está sendo implementado, mas precisamos pensar em como isso será usado com mais critério.”

Questões como ética, direitos autorais, regulamentação, impactos psicológicos e limites legais ainda aparecem, segundo ela, como temas que precisam ganhar mais profundidade nas próximas edições. Embora o Find 2026 tenha apresentado “pinceladas” sobre esses tópicos, Margarida acredita que o mercado ainda está no início desta conversa.“O que é ético? O que é legal? Quais são as bordas? Essas discussões precisam continuar”. 

Para ela, o papel da Anamid e da curadoria é justamente colocar esses debates na mesa, mantendo o mercado atualizado não apenas sobre ferramentas e tendências, mas também sobre os desafios estruturais da transformação digital.

Mais do que um evento de tecnologia, o Find se consolida, na visão da curadora, como uma arena de conteúdo, negócios e atualização profissional. “Nosso papel é trazer pessoas, soluções, ferramentas e reflexões para que o mercado continue evoluindo.”

Find 2027

Sobre o futuro, Margarida afirma que o processo de curadoria para 2027 ainda dependerá da evolução dos temas prioritários no cenário global, embora a essência permaneça: provocar atualização constante e fomentar discussões relevantes.

Ao encerrar sua participação como curadora desta edição, reforça que o Find continuará como espaço estratégico para antecipar debates e preparar profissionais para mudanças cada vez mais rápidas. “Seguirá como um evento de conteúdo, reflexão e negócio. O que vem pela frente, ainda vamos descobrir.”


O time de jornalistas de Coletiva.net acompanha, direto da Unisinos Porto Alegre, a segunda edição do Find, evento voltado a Branding e performance. Realizado em 29 de abril, o encontro reúne profissionais e especialistas para discutir tendências e práticas do setor. Durante a cobertura, como media partner, são produzidas matérias e entrevistas para o portal, envio de newsletters especiais, drops em Coletiva.rádio, além de repercussão e conteúdos exclusivos para as redes sociais. A cobertura conta com o apoio da Prefeitura de Porto Alegre.

 

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