O que trava o crescimento de profissionais e empresas? Thais Reali tem a resposta

Idealizadora do Me Two aponta comportamento e mentalidade como os verdadeiros motores, ou freios, da inovação no empreender 40+

Thais Reali é idealizadora do Me Two. Crédito: Coletiva.net

Thais Reali, idealizadora do Me Two, é direta quando o assunto é o que impede profissionais e empresas de crescerem. Para ela, o problema raramente está na tecnologia ou nos recursos disponíveis, está nas pessoas. “Fatores comportamentais são muito importantes de serem desenvolvidos para que possam crescer. Mas, principalmente, entender a visão do negócio e se conectar com esse caminho de visão de futuro”, comentou em entrevista ao Coletiva.net durante o Summit Empreender 40+, realizado no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre.

Ela conta que ouve com frequência de empreendedores e CEOs uma queixa em comum: a sensação de que o time não consegue avançar junto. E parte da explicação está na transição mal feita entre ser um bom técnico e se tornar um líder de verdade. “Muita gente sobe como técnico, mas não sabe como liderar. É isso que, muitas vezes, eu acabo ajudando dentro das empresas, líderes a poderem sentar na sua cadeira, a entender a estratégia, a colocá-la debaixo do braço e no coração e fazer acontecer.”

Ao falar sobre inovação, Thais foi igualmente enfática: tecnologia é consequência, não causa. “Inovação está ligada ao comportamento e à mentalidade. Há mais de 10 tipos diferentes de possibilidades de inovar dentro de um negócio para além da tecnologia.” O que move a inovação, segundo ela, são perguntas simples feitas todos os dias: como resolver um problema a partir de outra perspectiva? Como fazer acontecer sem orçamento? “Quando a gente começa a se provocar com perguntas diferentes, começa a ampliar a nossa mente.”

Sobre a capacidade do mercado de lidar com mudanças rápidas, Thais foi honesta: ainda há muito espaço a percorrer. A pandemia deu uma rasteira e forçou uma aceleração de aprendizado, mas a memória é curta. “Nem sempre a gente lembra dos fatos passados e acaba esquecendo.” 

Para ela, a capacidade de aprender rapidamente é, ela mesma, uma habilidade que precisa ser treinada. “Aprendizagem, pra mim, é um skill.” E vem do hábito de observar o que está invisível, de criar conexões onde outros não veem. “Quando vem um problema, a gente consegue ter saídas rápidas para resolvê-lo. Mas não – o mercado não está preparado, e muitas vezes a gente aprende e desaprende facilmente.”


A equipe de Coletiva.net esteve presente na segunda edição Summit Empreender 40+, realizado em 13 de maio, no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre. Durante a cobertura, participaram as jornalistas Márcia Christofoli, Patrícia Lapuente, Márcia Dihl e Sarah Acosta e a assistente de redação Ronise Garcia, que produziram matérias, entrevistas e bastidores diretamente do local. O público pode ver a cobertura completa no portal Coletiva.net, com repercussões nas redes sociais — incluindo Facebook e Threads — e conteúdos exclusivos no Instagram e drops na Coletiva.rádio.

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