
“Meu Deus, mudou tudo, né!? Eu acho que a gente vive uma avalanche”: assim o comunicador Luciano Potter começou a conversa com a equipe do Coletiva.net, ao responder sobre as transformações na forma como as pessoas se conectam com a informação. Na ocasião, ele acabava de deixar o palco do Summit Empreender 40+, realizado em Porto Alegre, no Teatro do Bourbon Country. “O problema é que a gente nunca teve tanto conteúdo. E, para mim, a principal questão nem é essa quantidade toda, mas o fato de ficarmos mergulhados apenas dentro da nossa bolha”, refletiu.
Segundo o jornalista, atualmente, dentro dos nichos, ganham destaque as pessoas que atuam como curadoras e conseguem indicar o que vale ou não a pena consumir. “Antes havia mais humanidade e a mesa de bar, com pessoas falando sobre diversos assuntos. Hoje, se eu quiser mergulhar apenas em um tema e ouvir somente aquilo que eu quero, eu consigo. Porque os algoritmos meio que jogam esse jogo. Então, nessa avalanche de conteúdo, o principal problema é o quanto a gente deixa de circular por diferentes nichos para se engrandecer e se tornar mais completo”, ponderou.
O valor da autenticidade
Questionado sobre a importância de conteúdos mais genuínos, Potter opinou que tudo o que funciona na mídia há um certo tempo precisa ter autenticidade. “Pode não me interessar e posso não achar legal um youtuber de games, mas ele é autêntico pro público dele.”
Em se tratando do problema do uso exacerbado da Inteligência Artificial (IA) generativa, o consumidor entende que é possível distinguir muito rápido quando um conteúdo não é autêntico. “O que acho que acontecerá com essas pessoas que estão roubando tudo e colocando lá na IA é que logo cansarão, porque não tem alma e nem entrega de verdade”, argumentou.
A equipe do Coletiva.net esteve presente na segunda edição do Summit Empreender 40+. A cobertura contou com as jornalistas Márcia Christofoli, Patrícia Lapuente, Márcia Dihl e Sarah Acosta, e a social media Anie Cristine Gabriel. Acompanhe o portal Coletiva.net, o Facebook, o Threads, o Instagram e a Coletiva.rádio.


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