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A defunta mais gostosa

Até a Lady Gaga e a Paris Hilton andaram se travestindo de Marilyn Monroe. Vem cá, não existem leis contra injúria e difamação? O …

Até a Lady Gaga e a Paris Hilton andaram se travestindo de Marilyn Monroe. Vem cá, não existem leis contra injúria e difamação?

O velório mais longo

A Marilyn deve ser a detentora de um recorde. Mas me parece que já chegou a hora de se juntar os restos mortais dela, incinerar e soltar as cinzas ao vento. Até podiam fazer uma cerimônia conjunta com as cinzas do Elvis e do Che Guevara.

Marilyn Monroe

Um biógrafo está publicando textos dela. Sim, era alfabetizada, fazia poemas, escrevia diários, muitos deles confiscados pelo FBI. Talvez não sejam lá essas coisas, se pensarmos em termos literários, mas a notícia me deixou alegrinho: sempre gosto de ver uma imagem indo pro espaço. Entre os autores preferidos da loura burra está Kafka. Olha aí, Paris Hilton: volta pra escola, filhinha, em vez de ficar aí profanando cadáveres.

O cadáver mais violado

A Marilyn ainda tem a honra desse segundo recorde. Talvez um recorde duvidoso, mas imagino que a Luciana Gimenez, a Suzana Vieira, a Adriane Galisteu e outras que fazem qualquer coisa pra dar as caras, ou alguma outra parte mais rechonchuda, na ilha de Caras não se importariam de ser as queridinhas dos necrófilos.

Este mundo é uma bola

Vi umas entrevistas com moradores de Alcântara, onde o programa espacial brasileiro tem sua base. Era sobre a ida do homem à Lua, que anda fazendo um desses aniversários de número redondo. Nenhum acreditava. Uma velha disse algo interessante: talvez tenham ido, mas hoje não podem ir mais, porque temos muitos pecadores. Mas minha resposta favorita foi a de um velho que disse que era impossível ir à Lua porque a Lua é redonda. Como vai se entrar aí se não tem porta?

Marca do amadorismo

Todo tradutor, por melhor que seja, uma hora ou outra comete alguma mancada, às vezes das mais constrangedoras. Falo de cadeira, como se diz. Mas, cá pra nós, há mancadas que não podem ser cometidas nem pelos maus tradutores. Olha só, Tati de Moraes traduziu “Le bourgmestre de Furnes”, do George Simenon, para a Nova Fronteira, que, com a costumeira criatividade dos brasileiros, chamou o livro de “O prefeito maldito”. Myriam Campello o traduziu para a coleção Pocket da L&PM, que preferiu arriscar o título original. Está certo. Afinal, no caso do Simenon, o que vende é o nome dele, não o do livro. A novela podia até se chamar “O lornhão da bauxita” que os fãs comprariam.

Mas vejamos a primeira frase segundo as tradutoras. Tati: “Dois minutos para as cinco da tarde”. Myriam: “Dez para as cinco da tarde”.

Não tenho o livro em francês pra saber qual das duas confundiu “deux” e “dix”. Mas uma coisa é certa: nenhum tradutor tem o direito de errar a primeira palavra de um texto. Nem os editores e revisores têm o direito de deixar passar. Ou mais: contar até dez é uma das primeiras coisas que se aprende em qualquer idioma.

Mais tradução

Imagina uma tradução da Bíblia que começasse assim: “No princípio era o advérbio”.

Autor

Ernani Ssó

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