A imprensa é má. Se assim não fosse, não teria feito chorar uma ingênua menina que foi flagrada sem calcinha. Coitadinha da Juliana Paes. Ela não imaginava que o fato de ter saído de casa tão à vontade iria atiçar a maldade no coração e nas mentes destes malditos seres da imprensa. Essa gente que só serve para colocar as fotos dos famosos nas revistas e jornais e para andar correndo atrás de todo medíocre que se alça ao topo por méritos muitas vezes indefensáveis. Juliana Paes não precisava disso. Está no auge, recém começa uma carreira que vai adiante, porque tem talento, é bonita e, até o episódio da falta da calcinha, parecia bem assessorada. Agora, ela aparece no noticiário dizendo que errou, a pobre, que ficou tão abalada com o flagra do rodopio sem nada por baixo que caiu e bateu com a cabeça.
Pena não ter batido com a cabeça antes. Antes de ir tão vulnerável para um evento em que sabia que seria foco de flashes. Antes de ter dito que a imprensa “insinuou” que foi proposital. Com 27 anos nas costas, já dá para saber o que se faz e as conseqüências. E mais: o que ela fez não é novidade. Carmen Miranda já havia feito há muiiiiiito tempo. Claro que foi malhada! Pior: virou piada internacional. Depois, teve aquela moça que ninguém mais lembra nem do nome no sambódromo, com o então presidente Itamar Franco, que ergueu os gordos bracinhos e revelou, também sem querer, sua “intimidade”. Agora, vem a morena Juliana choramingar contra os jornalistas. Maus meninos! Gente ruim, que, repito, só serve quando coloca famosos e candidatos nas manchetes como bonitinhos, talentosos e futurosos. Para mais não serve a imprensa. E ousar flagrar e divulgar a zona sul da moça ao ar livre é um problema grave. Não pode! Teria de ter feito de conta que nada havia acontecido ou, quem sabe, colocar no fotoshop, em vez da tarja, uma calcinha virtual, protetora da vergonha causadora de tantas lágrimas na moça.
Pensando bem, até quando nós, jornalistas, vamos viver destes momentos deprimentes? É a perereca de Juliana Paes, a transa de Paris Hilton, as asneiras de Paulo Betti, tudo isso baixaria de mais alto teor infame, ocupando espaço desnecessário. Afinal, quem tem o poder de exibir-se pelado, inteiramente, em revistas que pagam bem por isso, não precisa mesmo mostrar de graça o que achavam que tinham ocultado. Pobre Juliana, vítima de gente sem ética. Ôpa! Mas não tem gente da chamada classe artística que acha que ética é bobagem? Bem feito pra nós, jornalistas, tendo de viver destes flagrantes da pobreza humana. Dona Juliana: invista em sua capacidade de interpretação. A senhorita está no bom caminho, pode ir além, ganhar ainda muito dinheiro e, o principal: respeito. Muito respeito. Pessoal e profissional.
