Desde o início do ano, quando chegaram os primeiros casos de coronavírus no Brasil, a mídia tem feito o seu principal trabalho: informar. Já tínhamos dados mundiais, mas até então era tudo meio distante por aqui. Nos noticiários – desde o primeiro até o último do dia – a pauta é fixa. Números de casos, de mortes, de ocupação de leitos de UTI. Todos, em algum momento, ficaram “de saco cheio” de ouvir só notícia ruim. Muita gente deu uma pausa na busca de informações para tentar virar a página. Foi pesado, eu concordo. Mas não acabou!
Gente, os números estão subindo sem parar, de novo. Agora, a maioria de nós têm conhecidos, familiares ou casos pessoais de contágio. Todos sabemos o que fazer, há orientação em todos os lugares. Comércio, escolas, grandes fábricas, indústrias…sabemos tudo o que precisou parar lá no início do isolamento. Sentimos na pele o preço dessas medidas. Com a flexibilização de tudo, em prol da economia, da sociedade e de tudo que faz a roda girar, a sensação era de que estava passando ou que já ia passar, com a chegada do verão. Então temos agora a 2a onda. O que fazer? A vacina está cada vez mais perto, mas ainda parece tão longe. Fechar tudo de novo talvez seja inviável, mas pode ser a única alternativa novamente se as coisas não mudarem.
Aí entra o papel, novamente, da comunicação na conscientização. Precisamos compartilhar as notícias positivas, só que não podemos fugir da realidade. Estamos há quase um ano vivendo a quarentena e parece que tem tanta gente que vive em outro mundo, em outra realidade. Agora é a hora da união das marcas para reforçar o que todos deveriam saber de cór e salteado. De clientes, funcionários, influenciadores. A ação de uma pessoa influencia diretamente num grupo muito maior, tanto para o contágio como para a prevenção. Às empresas? Usem e abusem de suas equipes, espalhem informações verdadeiras, coloquem cartazes, adesivos, façam posts, gravem vídeos. Falem sobre o vírus, não tenham receio de serem cautelosos.


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