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A magia volta com a terceira dimensão

“Eles estão voltando”, escreveu o Financial Times. Os filmes em 3D receberam uma  crítica elogiosa esta semana na New Yorker . O número de …

“Eles estão voltando”, escreveu o Financial Times. Os filmes em 3D receberam uma  crítica elogiosa esta semana na New Yorker . O número de cinemas americanos capazes de exibir filmes em 3D triplicou para mais de 700, e deverá crescer para  3 mil até 2009, ou cerca de 10% em todas as telas, diz o FT. O objetivo mais claro é o trazer de volta aos cinemas o público afastado pelos DVDs e vídeocassetes. A experiência em 3D ainda exigirá óculos, mas não os de papelão, como mais de meio século atrás. Serão óculos em alumínio, também descartáveis, mas em acordo com a moda.

“Toda a indústria está vendo vantagem na adoção do 3D”, diz Roy Disney, que está investindo US$ 50 milhões na Real D, empresa que fornece sistemas de projeção especiais para 3D para as salas de cinema. Mas a onda não pára aí. James Cameron, que dirigiu “Titanic” e o “Exterminador do Futuro 2″, começou a filmar um épico em 3D, “Avatar”. E a DreamWorks Animation disse na última semana que produzirá todos os seus filmes em tecnologia 3D.

Disney à frente

Uma versão em 3D de “A família do futuro”, escreve o FT, estreou na última semana.  Mas a Disney foi mais longe. Na última sexta-feira, lançou a animação “Meet The Robinsons” em 701 salas de cinema. Trata-se do maior lançamento deste gênero já realizado. A Walden Media, empresa por trás da  animação cinematográfica de o “Rei Leão”, está trabalhando no clássico de Julio Verne “Viagem ao Centro da Terra”.

Produção e ingressos mais caros

No passado, 3D era um truque utilizado para filmes que haviam esgotado sua carreira no cinema, disse Jim Gianopulos, presidente e executivo-chefe da Fox Filmes. Mas agora Hollywood despertou para seus benefícios, trazendo o apoio de George Lucas (“Star Wars”) e Peter Jackson (“O senhor dos Anéis”).

A produção de um filme em 3D poderá ser 30% mais cara, porém os executivos do setor garantem que os freqüentadores estarão dispostos a pagar o dobro do preço do ingresso dos filmes comuns. “Nós temos que nos diferenciar do cinema de tratamento doméstico e trazer a magia de volta”, diz Roy Disney.                     

(Com Financial Times , Deutsche Welle e New Yorker)

Autor

Iara rech

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