Claro, sempre ela a motivação. É um certo enigma que vai aos poucos sendo mais descoberto(que se formos pensar, é algo ser destapado, algo que estava coberto). Ela varia muito de pessoa para pessoa, de momento de vida, de circunstâncias, enfim, é bastante variável.
Mas vi uma hoje em um perfil do Instagram que sigo que eu achei ótima pelo humor e por uma dose de verdade que tem. A melhor frase motivacional que existe, segundo ele, é: “Acorda, senão você vai perder o café da manhã do hotel!” (post original https://www.instagram.com/p/CSvJns5sgrM/?utm_source=ig_web_copy_link ).
Literalmente, algo que mobiliza a enorme maioria das pessoas que está em um hotel.
Sim, sei que ficar em hotel muitos não podem ou ficam em hotéis, mesmo bons, que não oferecem bons cafés e portanto essa frase não passaria de uma quimera, uma frase sem sentido e portanto, não levaria à motivação, à mobilização, ao impulso de saltar da cama no ato.
Saltar da cama no ato é o equivalente a ir em busca de algo que se quer, de um objetivo, não importando o tamanho nem mesmo a relevância dele, contanto que traga um retorno. Para si, para outra pessoa. Um retorno, profissional, pessoal, social, de saúde física, mental, o que for. Na verdade, para mim ainda é um certo enigma a ser mais adequadamente mapeado a motivação.
Sim, tínhamos (ou numa certa medida ainda temos) a pirâmide de Maslow, ok. Mas já foi mais do que comprovado, agora falando em termos profissionais que o pagamento não traz em si só a satisfação. Ele é indispensável, óbvio. O mundo é movido a dinheiro sim, para que se possa pagar “os boletos”, se alimentar, ter saúde, se divertir. Vivemos em um mundo capitalista, sejamos contra ou a favor.
Só que o pagamento remunera até uma certa instância, uma camada. Para além disso, existem muitas outras, como o sentido da vida, a satisfação com o que se faz, o sentimento de utilidade e de contexto, o reconhecimento pelo esforço que se fez em direção de algo, para atingir resultados(aqui me refiro ao ambiente profissional, porque no pessoal a coisa muda um pouco).
Se aparentemente quanto mais digital o mundo está menos estaríamos humanos, é o contrário. Mais ganha importância essa dimensão humana. Porque sim, as pessoas podem estar fazendo vídeos, reels, stories, aparentando uma alegria, que nem sempre é legítima. E se ela não for legítima, uma hora a conta vai precisar ser paga. Ou seja, a desacomodação, o desconforto, a ansiedade vão aparecer. Então, vamos dar claro, importância aos dados, falando de novo em negócios. Mas jamais esquecer do humano. Porque sempre chega a hora em que o camelo tem sede.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial