Um trilhão de dólares: a maior empresa do mundo agora é a PetroChina. A pirâmide onde guarda seu dinheiro de Tio Patinhas tornou-se insignificante. A ponto de a moedinha da sorte saltar do bolso de Patinhas e chutar sua similar de Patacôncio, o arquirival financeiro de Patinhas.
Tudo isto porque a PetroChina tinha um projeto que seguiu à risca; a Exxon pode voltar ao primeiro posto, mas com a PetroChina nos seus calcanhares. O avanço aconteceu quando a estatal chinesa concordou em pagar até US$ 2,2 bilhões pela Singapore Petroleum.
“Se você quer comprar ações de uma empresa do setor de energia tem que comprar a dominante na China”, disse Gordon Kwan, diretor de Pesquisa de Energia da Mirae Asset, em Hong Kong. “A demanda chinesa de combustíveis está crescendo, enquanto a demanda norte-americana está caindo”, acrescentou.
A PetroChina abriu o capital em Hong Kong, e se tornou a primeira empresa de US$ 1 trilhão do mundo, depois de vender ações em Xangai, em novembro de 2007, quando ultrapassou a norte-americana Exxon pela primeira vez.
A Exxon, que tem suas raízes na Stand Trust, de John D. Rockfeller, recuperou o primeiro lugar em março passado, depois que as ações da PetroChina caíram em mais de 50% em Xangai. As reservas da PetroChina cresceram no ano passado, depois que a empresa chinesa reforçou sua posição com o equivalente a 800 milhões de barris de petróleo através de descobertas e aquisições. Já as reservas da Exxon declinaram 35%, para o equivalente a 21 bilhões, o que dá para sustentar a produção por quase quinze anos.
O governo chinês está recorrendo às suas reservas de moeda estrangeira, de um US$ 1,95 trilhão, para comprar ativos do setor de energia, devido ao declínio dos preços do petróleo. Talvez quem tenha razão seja o Pato Donald e sua canção: “Sapato custa dinheiro, e dinheiro custa a ganhar” (Com Globo.Com.)

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial