Como “arapongas” do extinto SNI, os homens dos departamentos de marketing digitam fichas sobre antigos e novos consumidores. Tudo interessa neste cadastro, nome, idade, gostos pessoais, personalidade, para elevar vendas. Hoje em dia seu trabalho é extremamente simplificado com informações do Orkut, Twitter e redes sociais, através dos quais é possível descobrir vontades, manias, desejos, hábitos e paixões. E os blogueiros sempre se apressam em dizer quem são e o que fazem.
A utilização destes dados pessoais é perfeitamente lícita, uma vez que estão disponibilizados na internet. Bancos, financeiras, cartões de crédito, todos podem deles tirar proveito. Mas tudo isto pode acabar até o final deste ano com o IE8, próxima geração do browser Internet Explorer da Microsoft. Ele determinará se o usuário deseja ou não retirar da internet informações sobre si mesmo.
Permite o controle onde o IE salvará ou não seu histórico depois da visita a determinado site. Bloqueia o conteúdo de terceiros que possam capturar informações sobre sua navegação. Aumenta a capacidade de bloquear ou permitir em um site mediante subscrição. A perspectiva é que os browser se tornem cada vez mais severos para que seja o usuário quem determine o tipo de informação que deseja receber.
Mas o IE também terá outras conseqüências como na área de métricas, para avaliar visitas, uma vez que o número de cookies será restrito. Irá monitorar e apagar conteúdo externo que não pertença ao domínio, afetando, por exemplo, o You Tube. E o e-commerce? Como ficará sem as informações que se utilizam do comportamento anterior da compra para promover outros produtos?
O IE8 ainda está em fases de testes, mas a luz vermelha já acendeu em empresas e agências. O usuário se cadastra em um site para receber algo

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial