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A proximidade que as redes trazem

Por Grazi Araujo

Hoje resolvi dissertar sobre redes sociais e tudo que envolve este mundo tão atual e utilizado pela maioria de nós. Convido vocês, que pararam alguns minutos para ler este texto, para pensarmos juntos. Já pararam para pensar quantos perfis diferentes de amigos virtuais nós temos? Tô falando de perfis pessoais, ok? E o que é dito ali, através de texto e foto, na maioria das vezes? O que está por trás de cada post? São tantas formas de comunicar algo que talvez um único texto não seja suficiente para ilustrar. Tem de tudo um pouco e essa é, talvez, uma das maiores graças de falar sobre isso. 

Podemos analisar o comportamento, a personalidade, as preferências. As escolhas individuais do que tornar público, o quanto a exposição é troca, informação ou exemplo. Quais as relações que são criadas, mantidas e/ou aprimoradas com o uso destas ferramentas. O digitar dos meus dedos não está acompanhando a velocidade de tudo que penso sobre tudo isso. Acho fascinante este exercício de refletir sobre comportamentos. 

Eu tenho amigos que narram o dia, a rotina, que literalmente abrem as portas e filmam/fotografam a vida dentro de casa, por exemplo. Tornam todos que por ali passam um pouquinho participantes do seu dia a dia, da família, das atividades. Outros que compartilham músicas, receitas, pensamentos, trechos de livros que estão lendo no momento ou boas músicas. Tem também aqueles que apreciam o nascer ou pôr do sol, expõem suas crenças, sejam de religião, política ou futebol. Claro que tem os que nada postam e tudo olham, mas ficarão para outro parágrafo no próximo texto deste assunto. 

Eu interpreto o comportamento que estamos vivenciando nas redes como memórias, que ficarão eternizadas no nosso perfil e nas lembranças de datas especiais que os apps disponibilizam. Sou parte das pessoas que compartilham conquistas e gostos pessoais, que vibram, comemoram e se sentem parte de quem divide um pouco de si nas redes. Eu realmente me sinto mais próxima de muitos amigos que não tenho mais o mesmo convívio. Em tempos de pandemia, uma paradinha para rolar o feed faz com que todos fiquem um pouquinho mais próximos uns dos outros, aquece o coração. 

Não podemos esquecer que muita gente olha tudo isso com um olhar de julgamento. Que perda de tempo, né? O que temos a ver com o que o outro decide expor? Quem somos nós para achar certo ou errado? Se não achamos necessário, porque continuamos acompanhando esses perfis? Talvez um bom exercício pessoal seria o de julgar um pouco menos o que cada um decide postar e entender que o poder do clique está em cada pessoa por trás do celular, tanto para compartilhar como para visualizar. Façamos de nossas redes um meio de compartilhamento saudável, divertido e agregador. 

Autor

ond@web

Repórter especial

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