“Tax or fee?”
Esta questão semântica ocupou várias horas em reuniões do FMI, a quem o G-20 delegou a tarefa de criar uma salvaguarda contra eventuais crises futuras. O G20 é integrado por cerca de 20 países em desenvolvimento, articulado pela Organização Mundial de Comércio. O FMI optou por criar um fundo de reserva, formado pela contribuição das instituições financeiras. Então apareceu o “tax or fee”. “Tax” dava a conotação de imposto, enquanto “fee” aparece como “contribuição”.
Este “fee” será apresentado com propostas concretas nos dias 24 e 25 de abril como “financial fee”.
O fundo somente seria ativado como último recurso para evitar que uma crise bancária contaminasse a economia mundial. Diz o FMI que “o custo de socorro aos bancos não deve recair mais sobre os contribuintes, e sim sobre acionistas e credores. Para favorecer um consenso internacional será proposto aos países do G20 algumas idéias simples, em especial a criação do Fundo e seus objetivo”. O FMI apresenta sua proposta no final de abril “e todo o mundo está se preparando para o próximo G20 em Toronto, em junho”, dizem os líderes do Grupo.
Outra questão que preocupa o Fundo: “Um fundo como este não pode ser considerado um escudo antifalência pelos segurados pelo próprio fato de sua existência. Os Estados devem refletir sobre a questão da continuidade de um banco em grandes dificuldades”.
Reino Unido e Alemanha já começaram a analisar o “fee” (já vulgarizado por “taxação”). Ambos foram pesadamente tributados e “querem dar garantias às sua opiniões públicas revoltadas”.

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