Certamente existem várias questões jornalísticas importantes que poderiam ser abordadas neste espaço, mas este ano é especial e a semana também. Quero dedicar este espaço para homenagear três entidades importantíssimas para jornalistas, radialistas e a todos os comunicadores: a Aceg (Associação de Cronistas Esportivos Gaúchos), que festeja seus 70 anos – justamente neste dia 25 de setembro -, o SindJors (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul), que conta 63 anos, e a ARI (Associação Riograndense de Imprensa), que comemora 80 anos. Valho-me de informações veiculadas anteriormente no site Coletiva.net e nos sites das próprias entidades para contar sobre a fundação de cada um e o que representam para nossa categoria.
A minha primeira entidade classista, e da qual sou associado desde 1974 (carteira 192) e atualmente vice-presidente social é a Aceg, muito importante no contexto profissional e que faz 70 anos. Tudo começou no dia 25 de setembro de 1945, quando era fundada na sede da então Federação Riograndense de Futebol, a Associação dos Cronistas Esportivos de Porto Alegre, com o objetivo de reunir todos aqueles que escreviam sobre esportes nos jornais da capital do Rio Grande do Sul. Fundada por Luiz Miranda, Luiz Palhares de Mello, José Domingos Varella, Édison Pires, Xisto Vasques, Hugo Schmidt, Acélio Daudt, José Gomes de Oliveira, Amilcar Silveira, Amaro Júnior, Aparício Viana e Silva e Ruy Vergara Correa, elegeram Cid Pinheiro Cabral como primeiro presidente da Acepa.
A entidade sempre esteve envolvida nos principais eventos esportivos da cidade e, no dia 18 de dezembro de 1963, o Diário Oficial do Estado publicava o Decreto-lei n. 2651, do Poder Legislativo do Município de Porto Alegre, sancionado pelo Prefeito José Loureiro da Silva, o qual declarou de Utilidade Pública a Associação. Quinze anos mais tarde, em 1978, por exigência da recém-criada Associação Brasileira dos Cronistas Esportivos (Abrace) houve a mudança do nome, de Acepa para a denominação que é conhecida hoje: Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos.
Localizada na cidade de Porto Alegre, a Aceg pode sintetizar sua missão da seguinte forma: atua no ramo de Associação Esportiva, com o firme propósito e a preocupação de atender da melhor maneira possível a seus clientes, possibilitando assim um ambiente de confiança, respeito e credibilidade entre ambas as partes. Entre as principais características da Aceg, estão a experiência, tradição, sempre priorizando detalhes que fazem a diferença, como inovação, qualidade, aprimoramento dos produtos e a constante modernização dos serviços oferecidos. Recentemente, a entidade rebelou-se com uma determinação impositiva da CBF, que impunha restrições à atuação das entidades classistas. A Aceg entrou com uma liminar para garantir o direito de todos os seus associados de exerceram suas atividades.
SINDJORS – Sem dúvida, o Sindicato dos Jornalistas profissionais do Rio Grande do Sul tem desempenhado um papel fundamental em defesa dos direitos dos trabalhadores em comunicação no Estado. Tudo começou mesmo no dia 21 de novembro de 1941: um grupo de jornalistas, de escritores e trabalhadores de jornais, revistas e editoras reuniu-se na antiga sede da Associação Riograndense de Imprensa – ARI, no segundo andar do Edifício Imperial, e fundou a Associação dos Trabalhadores em Empresas Jornalísticas no Rio Grande do Sul. Um ano depois, esta entidade de classe passou a ser conhecida como Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Porto Alegre. Somente em 1984 a entidade recebe o nome de Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul, atuando em todo o Estado, com exceção de Passo Fundo – agregada posteriormente.
Assim, oficialmente fundado em 23 de setembro de 1942, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul foi criado, inicialmente, para defender os interesses da categoria, mas logo se firmou como uma das instituições mais importantes da sociedade gaúcha. O Sindjors é uma entidade que esteve e está sempre integrado à sociedade rio-grandense na defesa da cidadania e dos direitos humanos, sendo partícipe da cultura produzida aqui no Estado e elemento decisivo nas lutas pela liberdade de imprensa e liberdade de expressão.
O Sindicato dos Jornalistas se envolveu nas grandes questões sociais e políticas, como defesa dos direitos humanos, identidade das minorias, combate à discriminação de todos os segmentos marginalizados, desempenhando um papel importante na redemocratização do País e na defesa dos direitos individuais e democráticos dos cidadãos. Hoje, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à qual o Sindicato está filiado, a OAB e a CNBB formam a tríade de grandes instituições que fazem a interlocução com os poderes na defesa da sociedade.
ARI – A ARI foi fundada em 19 de dezembro de 1935, reunindo 114 jornalistas de veículos da Capital, hoje conta com cerca de 500 associados ativos. Primeiro presidente eleito da ARI, o escritor Erico Verissimo exaltou no discurso de posse os objetivos essenciais da organização: a liberdade de imprensa e de expressão e a melhoria das condições de vida dos jornalistas e de seus familiares. “Não fundamos esta associação para termos uma bandeira, um distintivo ou uma sede para a realização de festas. Os trabalhadores da imprensa se congregam para conseguir vantagens reais para a classe”, afirmou Erico, à época redator-chefe da Revista do Globo.
“Essa missão continua até hoje, porque a ARI agrega empregados e empregadores, tendo como valores básicos a liberdade de expressão e o respeito ao direito — afirma o atual presidente, João Batista de Melo Filho. De acordo com o atual presidente, a ARI posiciona-se como entidade “autônoma, laica e apartidária”, que não se furta a atuar politicamente na defesa da sociedade. A ARI marcou sua atuação nos tempos de exceção como defensora da liberdade de se externar pensamentos. Tem sido assim em todos os momentos em que o estado democrático de direito se viu ameaçado. Entre as muitas ações importantes, em 1958, a associação lançou o Prêmio ARI de Jornalismo, uma das mais tradicionais condecorações jornalísticas do Estado.
Por isso, fica aqui o registro de respeito e admiração por estas três entidades que todos os profissionais precisam apoiar, prestigiar e valorizar como se fossem as verdadeiras “mães” dos comunicadores, zelando por seus interesses, preocupando com sua “saúde” e seu futuro.

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