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Agora, a disputa pelo fim do livro

Um mercado de US$ 35 bilhões e uma tradição. Trata-se da cifra de vendas de livros nos Estados Unidos e da acirrada disputa por …

Um mercado de US$ 35 bilhões e uma tradição. Trata-se da cifra de vendas de livros nos Estados Unidos e da acirrada disputa por quem fabricará o dispositivo eletrônico capaz de pegar uma fatia deste mercado. E um desafio à tradição milenar do livro impresso. Em outubro, a Amazon revelará seu Kindle. Será vendido por um valor entre US$ 400 e US$ 500, e funcionará por meio de uma conexão sem fios a uma loja de livros eletrônicos da empresa.

Também neste outono, o Google pretende começar a cobrar dos usuários pelo acesso on line pleno a cópias digitais de certos livros que estão em seu banco de dados, segundo técnicos que estão a par deste plano. As editoras estabelecerão com o Google os preços para seus próprios livros e as fatias dos lucros. Até o momento o Google somente  disponibilizou a seus usuários trechos limitados de seus livros.

Sony

As esperanças em relação aos livros eletrônicos ressurgiram no ano passado com o lançamento do amplamente  propagandeado Sony Reader. O aparelho de US$ 300 da Sony, do tamanho de uma brochura, traz uma tela de seis polegadas, uma memória suficiente para armazenar 80 livros e um bateria suficiente para virar 7.500 páginas, segundo a companhia.

A Sony não revela o número de aparelhos vendidos, mas o Reader aparentemente teve um desempenho bom o suficiente para que a empresa recentemente intensificasse a propaganda do aparelho em várias grandes cidades americanas. “Os leitores digitais não são substitutos para o livro impresso”, afirma Ron Hawkins, vice-presidente de sistemas e leitores portáteis da Sony. “As pessoas usam nosso dispositivo enquanto se deslocam no metrô e nos aeroportos”.

Ceticismo

Os programas da Google a da Amazon estão gerando atenção e um certo ceticismo. A Barnes & Nobles, a maior vendedora de livros dos Estados Unidos, já investiu anteriormente no criador de livros eletrônicos Nuevo Media, de sua criação, até abandonar o negócio em 2003.

“Os livros representam um bom valor para os consumidores. Estes podem exibi-los, emprestá-los ou doá-los a amigos. Esses consumidores entendem o modelo do negócio”, afirma Michael Gartenberg, diretor de pesquisas de Júpiter Reseach, que está cético quanto à possibilidade do mercado de livros eletrônicos surgir tão cedo.

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Iara rech

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