Uma verdadeira história policial foi a que levou um dos mais prestigiados jornalistas americanos, Seth Schulman (Nature, Science), à história da descoberta do verdadeiro inventor do telefone. A história envolve desde o multimilionário patrono de Bell até um venal funcionário de patentes que protocolou dois segundos antes da invenção feita pelo engenheiro Elisha Gray.
Para Schulman, não há dúvida que este foi o inventor do telefone. Bell viajou a Washington e abandonou a linha de pesquisas que vinha fazendo. De posse destas evidências, Schulman diz: “Foi um de ovo de Colombo. Não pude entender por que a Bell fez aquilo. Sempre foi descrito como paradigma de honestidade, mas era um personagem que procurava pertencer às altas rodas. Com minha pesquisa, comprova-se que utilizou modelos nada éticos,chegando à fraude e ao seu objetivo, as altas rodas”.
O que impressiona, neste processo todo, é como fatos dados como verdadeiros podem, a partir de uma pesquisa, alterar totalmente uma história, ou a versão conhecida internacionalmente. Felizmente, graças aos avanços da ciência e da tecnologia, cada vez mais será menos complexo e difícil comprovar – ou desmoralizar – fatos e versões.

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