Uma pesquisa divulgada recentemente na cidade do Vaticano dá conta que a Bíblia, apesar de ser o livro mais conhecido e traduzido do mundo, não é nem de perto o mais lido. (A notícia, aqui.). A pesquisa revelou que há uma grande ignorância com relação ao conteúdo da Bíblia. Foram feitas perguntas fundamentais, como:
– Os evangelhos são parte da Bíblia?
– Jesus escreveu livros da Bíblia?
– Quem, entre Moisés e Paulo, era um personagem do Antigo Testamento?
As entrevistas aconteceram em nove países: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda, França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia e Rússia, envolvendo 13 mil pessoas. Estamos falando de países que se dizem e se apresentam como muito católicos, mas ainda assim, a maior parte da população desconhece o conteúdo da Bíblia.
Tal fenômeno mostra que a Bíblia é uma espécie de Top of Mind distorcido. É o livro mais lembrado, o mais comprado, mas os clientes(fiéis) desconhecem seu conteúdo.(Sobre isto, consulte também a revista amanhã, cuja lista do Top of Mind foi recentemente divulgada, em www.amanha.com.br)
A explicação pode estar na pregação que fazem padres, bispos e outros religiosos. Os fiéis deixariam para receber os trechos da Bíblia e tomar conhecimento de seus textos através das falas destes religiosos. Além disto, a Bíblia é um livro extremamente extenso, o que explicaria um certo grau de dificuldade das pessoas em lê-lo, especialmente nos dias de hoje, em que o que mais fazemos é correr e correr.
A reflexão que eu gostaria de fazer aqui é a de que, mesmo um produto sendo líder no Top of Mind, não necessariamente é o mais conhecido, mas ainda assim pode ser o mais consumido. O fato de não ser o mais conhecido(características), entretanto, pode fragilizar esta liderança(não no caso específico da Bíblia, pois a mesma não tem concorrentes). Resumindo: seja o líder em lembrança sim, mas faça com que o cliente saiba realmente quais são suas características.

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