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Carta desesperada para 2026

“Querido Ano Novo, somos torcedores da dupla Gre-Nal e não aguentamos mais ver nossos times como coadjuvantes. Um deles vai completar 15 anos sem um título relevante, o outro não menos longínquos oito anos. Precisamos recuperar o orgulho do nosso futebol. Você, estimado 2026, é a nossa mais nova esperança.

O Grêmio faz a primeira tentativa gaúcha de um treinador português. Luís Castro desembarca em Porto Alegre querendo buscar sucesso pelo menos semelhante ao de seus conterrâneos Abel Ferreira no Palmeiras, Jorge Jesus no Flamengo, Arthur Jorge no Botafogo. É considerado o responsável pela mudança de mentalidade que levou o último clube citado a ganhar Libertadores e Brasileirão em 2024, apesar de ter pulado da barca do Botafogo antes dessas competições.

A expectativa é que dê certo. Ainda mais com reforços como Arthur, Willian e Carlos Vinícius embalando a final da temporada que se encerrou faz pouco, se unindo a Braithwaite que voltará recuperado de lesão para elevar a régua do tricolor. O novo presidente, Odorico Roman, inicia o mandato melhor do que seu antecessor na mesma época. Cabe a você, 2026, definir qual será o destino dos gremistas.

Que nos seus 12 meses, 365 dias, a gente tenha mais alegrias com a dupla Gre-Nal, em campo e fora dele. As finanças, tão problemáticas e com dívidas crescentes, precisam ser ajeitadas. Sob pena de inviabilizar os dois clubes em breve. Então, querido Ano Novo, ilumine os nossos dirigentes para que sejam mais assertivos em suas administrações.

O Inter poderia estancar os problemas de gestão que marcam a trajetória de Alessandro Barcellos na presidência. Assim seria mais assertivo em contratações, faria com que melhores profissionais estivessem à frente do futebol e, acima de tudo, pararia de errar tanto.

É necessário virar totalmente a forma como se pensa e se faz no vestiário colorado. A torcida não aguenta mais o mesmo ciclo: começa bem, consegue implantar mudanças no trabalho, ocorrem desgastes, os jogadores desistem, troca o técnico. É assim desde Mano, depois com Coudet e com Roger. Não há convicção, não há comando, é cada um por si. A alteração de postura é urgentíssima, especialmente depois do susto de 2025.

Sim, estamos desesperados, 2026. Dá para perceber claramente, com muita facilidade. Encerramos o ano que está chegando ao fim inclusive sem esperanças em algo melhor. A sua responsabilidade é gigante, portanto. Nos entregue mais que seus antepassados. Por favor.”

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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