Colunas

Céu e inferno

O Clube dos 13 está na fase de discussão de quem será a emissora que transmitirá o Brasileirão, a partir de 2012. No dia …

O Clube dos 13 está na fase de discussão de quem será a emissora que transmitirá o Brasileirão, a partir de 2012. No dia 10 de fevereiro, foram enviadas as cartas-convite para as emissoras. O processo está acontecendo e alguns fatores são levados em consideração. O valor em reais, é claro. Mas também quais os horários que as emissoras propõem transmitir os jogos na TV Aberta, bem como qual o espaço que darão para a divulgação do próprio Campeonato Brasileiro. O estudo que embasa esses critérios foi elaborado a pedido do C13 pela Escola Politécnica da USP (no que fizeram muito bem). Estão rolando os dados, as propostas serão apresentadas.

Os comentários que surgiram foram os de que a TV Globo teria manifestado ir até um limite x de investimento e não mais do que isso. Entende ela que é o limite do que ela possa faturar com anunciantes. O valor cobrado pelo C13 estaria em torno de R$ 500 milhões no período 2012-2014.

Aqui, novamente se impõe uma questão fundamental em marketing esportivo: qual é o limite para aumentos de valores nos contratos envolvendo o futebol? Abordei em algumas colunas anteriores a questão e afirmo novamente: precisamos de métrica, critérios. Sou dos que ainda acham que há espaço para que os valores de patrocínios cresçam nos clubes brasileiros. O marketing esportivo é uma ferramenta de valor quase incomensurável, pois alia alta visibilidade de marca, associação a atributos (energia, vitória, vibração, alegria, conquista) que qualquer marca gosta de ter perto de si, além de outras questões positivas que não abordarei agora, para não preencher toda a coluna com esta dissertação.

Como acredito que haja espaço para crescimento nos valores de patrocínio, importante que fique claro: desde que isso seja feito com critérios muito claros, estudo e informação. Acredito que o caminho seguido pelo C13 seja adequado. Foi à academia, consultou técnicos para que apresentassem uma alternativa. É importante que este modelo seja validado pelo mercado, sem dúvida. Mas acredito que isso ocorrerá.

O céu não é o limite no caso dos valores a serem praticados em marketing esportivo. Mas há muito a crescer.

Notícia na Coletiva relacionada: http://www.coletiva.net/site/noticia_detalhe.php?idNoticia=39372

O inferno

O inferno enfrentei com minha prestadora de serviços de telefonia. Por um problema no software do meu telefone, perdi minha agenda. Como eu havia feito sincronização da minha agenda com a operadora há poucas horas, achei que fosse fácil recuperar (o que, justiça seja feita, já fiz em outras ocasiões sem qualquer problema – e com a mesma operadora) os meus dados. Muito pelo contrário. Fiz 25 ligações em um período de aproximadamente 4 horas. Me diziam que era possível fazer pelo telefone a recuperação. Eu explicava aos jovens atendentes que eu já havia feito mais de uma vez esta tentativa, mas que no próprio aparelho informava que eu deveria fazer contato através do Call Center(*xxx) ou recuperar através do site (o que também não foi possível, apesar de eu tentar por três vezes). É totalmente inacreditável o despreparo das empresas no atendimento e – principalmente – solução dos problemas dos clientes. Há um roteiro pronto, e os atendentes parecem não ouvir nem pensar, apenas apresentam respostas prontas, além de dificuldades técnicas. 12 vezes me repassaram para o “setor responsável”. Em NENHUMA delas, a ligação foi completada. Inaceitável, inacreditável, revoltante. Perdi minha agenda telefônica toda, por confiar que eu estava com um serviço confiável de uma operadora responsável. Contatos que provavelmente não recuperarei. Quem se responsabiliza, quem paga o prejuízo? E, jamais vamos esquecer deste “pequeno” detalhe: pagamos uma pequena fortuna mensalmente pelos serviços de telefonia móvel no Brasil. Agora, o pior de tudo: a quem recorrer? Procon? Anatel? Sim, se pararmos a nossa vida e investirmos aproximadamente 3 horas para tanto, para ver SE conseguiremos algum retorno positivo. Terra sem lei, cidadão sem amparo. Dá muita raiva nos sabermos tão desamparados e impotentes.

Autor

Flavio Paiva

Compartilhar:

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.