OPINIÃO
No Brasil, boa parte da percepção de que somos um País corrupto se deve aos sucessivos escândalos políticos de desvios de dinheiro público e à impunidade dos envolvidos na maioria dos casos. Daí surge outra “máxima” do senso comum: a de que “o poder corrompe”.
A frequência de denúncias e a falta de punições criou uma imagem de que a política aqui é, necessariamente, corrupta. Para estudiosos, essa noção é equivocada e contribui para que a corrupção seja aceita de forma quase natural, ou seja, se você foi eleito para um cargo público, já se espera que você não seja honesto.
Entre as práticas de corrupção mais comuns na política estão o nepotismo (quando o governante elege algum parente para ocupar um cargo público), clientelismo (compra de votos), peculato (desvio de dinheiro ou bens públicos para uso próprio), caixa dois (acúmulo de recursos financeiros não contabilizados), tráfico de influência, uso de “laranjas” (empresas ou pessoas que servem de fachada para negócios e atividades ilegais), fraudes em obras e licitações, venda de sentenças, improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
Para muitos, a corrupção é um fator moral e cultural. Como descreveu o antropólogo Sérgio Buarque de Holanda no livro Raízes do Brasil (1936), o brasileiro (segundo ele, um indivíduo cordial, que pensa com a emoção) teria desenvolvido uma histórica propensão à informalidade, o que se refletiria nas suas relações com outros indivíduos, instituições, leis e a política.
Esse comportamento explicaria a origem, mais tarde, do “jeitinho brasileiro”. Nessa predisposição à informalidade, entre o que pode e o que não pode por meios legais, a malandragem, o “jeitinho” e frases como “você sabe com quem está falando?”
Mudar esse comportamento só seria possível com mecanismos de controle e de fiscalização que coíbam ou reduzam as condições para práticas corruptas.
Não é o homem que molda o ambiente, mas o ambiente que molda o homem. São as condições materiais que regulam as interações entre as pessoas que determinam a maior ou menor propensão de elas se meterem em tramoias desonestas. Conforme essa perspectiva interessa pouquíssimo se um indivíduo é honesto ou desonesto.
No Brasil, os órgãos fiscalizadores começaram a surgir principalmente depois da Constituição de 1988. Hoje, o Estado possui diversas instituições de controle e fiscalização da atividade governamental, como o TCU (Tribunal de Contas da União), os Tribunais de Contas dos Estados e de vários Municípios, e a CGU (Controladoria Geral da União), criada em 2003.
O TCU, por exemplo, tem a função de controlar os gastos públicos. Os governantes têm de prestar contas ao órgão sobre suas decisões de gastos. O Ministério Público também recebe denúncias e ajuíza ações penais e civis por improbidade administrativa por meio dos procuradores da República.
Outra ferramenta é a Lei 12.846/2013, conhecida como lei anticorrupção. De caráter não penal, institui e regula a responsabilidade objetiva e civil de empresas pela prática de atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira. Já a Lei da Ficha Limpa, que entrou em vigor em 2010, impede a candidatura em eleições de políticos com condenações por órgãos colegiados, um passo importante para a ética na política.
A Lei de Acesso à Informação Pública (Lei 12.527/2011), que determina que qualquer cidadão tem o direito de examinar documentos produzidos ou custodiados pelo Estado, desde que não estejam protegidos por sigilo ou se referirem a informações de caráter pessoal, também serve para acompanhar os gastos dos governos.
Mas, além da lei, ainda temos que desenvolver o hábito de investigar e acompanhar as atividades dos ocupantes de cargos públicos com ajuda desses mecanismos. Na Suécia, por exemplo, a lei de acesso à informação existe há 200 anos, já sendo parte da rotina dos cidadãos, quem veem na lei uma aliada no combate à corrupção.
E mesmo com esses diversos mecanismos, são muitos os casos em que as brechas na Justiça e legislação permitem que políticos e empresas envolvidos em escândalos não sejam punidos ou cumpram curto período na prisão, recebam benefícios em troca de informações e não sejam banidos da vida pública. Daí surge outra famosa expressão: “o Brasil é o País da impunidade”.
Embora muito se fale que hoje a corrupção no Brasil é mais denunciada do que antigamente, sem a correta punição dos envolvidos é como se de nada adiantasse tomar conhecimento das ilegalidades. Se hoje denunciamos mais, talvez seja hora de avançar para tempos onde também se puna.
Suborno, propina, carteirada, “rouba, mas faz” e o “jeitinho brasileiro”. Quem já não escutou alguém dizer que no Brasil a corrupção é algo natural? Muito se fala que ela faz parte de quem somos. No entanto, a corrupção é fenômeno inerente a qualquer forma de governo, seja democrático ou despótico, em países ricos ou em desenvolvimento.
No último ranking da corrupção, organizado pela Transparência Internacional e divulgado em dezembro de 2014, o Brasil aparece na 76ª posição entre 175 países. O ranking mede o índice de percepção da corrupção. O que não é tão ruim assim, pois estamos no meio do caminho, podemos fazer melhor, pois, muitas instituições aqui funcionam.
Hoje, para acompanhar mais de perto os gastos na administração pública, o Estado possui diversas instituições de controle e fiscalização da atividade governamental. No entanto, no Brasil ainda denunciamos mais do que punimos os envolvidos em escândalos de corrupção.
ESCALA
João Miragem, novo diretor Geral da Escala, está definindo um novo modelo, que sai do negócio só da comunicação, buscando o lado tecnológico, fazendo encontros e amarrações com startups, buscando sociedade e interesses comuns. Esse modelo que está sendo praticado com uma análise aritmética e precisa de cada departamento da agência, obedece à formação do João, que não é publicitário, mas, sim, um administrador de empresa, com visão financeira. Aliás, João tem um compromisso com os sócios da Escala: fazê-los mais ricos dentro de estratégias que o mercado necessita e produza resultados eficientes e de longa duração. As novidades na Escala aparecerão em breve e a ideia é transformar todas suas unidades, Porto Alegre, São Paulo e Brasília, nesse novo modelo. E podem mudar de sede aqui, pois dentro dessa expectativa e de várias frentes, precisarão de local mais acessível e mais dinâmico.
Sobre fusão, mudanças societárias, confusão, não comenta e diz que é uma decisão que não lhe cabe e que será decidida em breve e que ele está tocando seu trabalho com muito tesão e vislumbrando um momento de expectativas boas e contando com o apoio das suas equipes e clientes.
João tem uma visão muito ampla do atual momento e sabe com muita propriedade que há uma necessidade muito grande de se reinventar e tirar de uma gama enorme de talentos de todas as partes, junto com a inteligência artificial e investidores, uma nova atitude que determine negócios rentáveis e duradouros.
MOBILIÁRIO
Na nossa opinião, quem participar da licitação do dia 17, da primeira fase da Prefeitura de Porto Alegre (relógios e placas de esquina), com certeza tem respaldo no mínimo comprometido.
Para a segunda fase (paradas de ônibus e placas de esquina), só com grande comprometimento. DESERTAR É A MEDIDA CORRETA!
AUDIÊNCIA
O SBT conseguiu atingir o mesmo índice de 2008 em audiência ficando em segundo lugar no geral (praticamente sem um fato relevante na sua programação). No horário nobre ficou em terceiro lugar, por dois décimos para a Record. A rede Globo tem o triplo de audiência de cada uma delas. A Rede Bandeirantes, que está em quarto lugar, fica atrás da Globo em 16 vezes menos e da Record e SBT em cinco vezes menos.
UNIVERSIDADE
Enquanto a campanha da Unisinos, muito boa por sinal, incentiva o jovem a criar um Brasil melhor, a campanha da UniRitter, ao contrário, induz o jovem a sair do País e buscar oportunidades lá fora, ou ensino lá fora, não importa o que seja ou diz, mas é uma forçada de barra e não ajuda em nada esse País que tanto necessita de um novo sangue e de uma nova mentalidade. Engraçado, que esses grupos estrangeiros que compram instituições de ensino no País, demonstram que só querem fazer dinheiro e levar nossos talentos para fora. Triste realidade.
PANVEL
Com a saída de Marco Antônio Kraemer, a empresa presidida por Julio Mottin Neto contratou o experiente profissional do Wal-Mart de São Paulo, Marcelo Mendes, para o cargo de diretor-executivo de Operações e comandar mais de 300 lojas do grupo espalhadas por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e, futuramente, em São Paulo.
MORYA
Com um evento prestigiado por clientes e veículos, com grande presença, a agência do Grupo ABC, Omnicom, apresentou Compliance que é vital e obrigatório para uma empresa de capital aberto global, onde a disciplina é fortalecida. “No ABC, o certo é o certo, voltados para resultados, com dinheiro bom, feito com o suor de nosso rosto, da criatividade de nossas mentes e a força de nossos braços. Lucro fácil e dinheiro ruim não é o caminho. Não há atalho para o sucesso”, dizem Guga Valente e Nizan Guanaes. Com um código de conduta, que é um compromisso de responsabilidade para os colaboradores, clientes, parceiros, comunidade e Brasil, nesse mundo onde Compliance é fundamental.
PLIN
Você sabia que RP Digital é fazer comunicação de nicho e também obter divulgação espontânea de conteúdo, sem que as empresas tenham que pagar para serem publicadas nos espaços, como aconteceria em um banner de publicidade.
O RP digital é uma espécie de embaixador da marca, que conversa com os grupos de WhatsApp, com os grupos no Facebook. Ele também gerencia o Facebook da marca, o Twitter e as redes sociais como um todo. Quer saber quais razões para você contratar um RP Digital?
Confira no nosso blog: https://plindigital.wordpress.com/2016/05/31/nos-fazemos-para-voce-rp-digita
CRITÉRIO
Reunindo mais de 100 profissionais de imprensa, a oitava edição do Encontro dos Assessores de Comunicação Social dos Municípios do Rio Grande do Sul foi promovido pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do RS) nesta quarta, 8, e quinta-feira, 9, em Porto Alegre/RS. E para falar sobre geração de conteúdo e assessoria de imprensa, a entidade municipalista convidou sócios-diretores da Critério – Inteligência em Conteúdo.
No painel “O desafio de fugir dos clichês”, Soraia Hanna defendeu que uma assessoria eficiente exige bom senso e percepção apurada. “A notícia precisa mobilizar as pessoas e transformar a realidade”, disse.
Para gerar conteúdo relevante na Era Digital, Rafael Codonho abordou a importância da originalidade, do trabalho e da verdade. “O esforço está em encontrar a essência, fazendo isso de uma forma original”, argumentou durante o evento.
Com prefeituras e associações municipais na carteira de clientes, além de diversos trabalhos na área política, a Critério presta serviços de assessoria de comunicação estratégica. Também atende empresas como Vogel Telecom, Hospital Moinhos de Vento, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e Falconi Consultores de Resultado.
BEBECÊ
Desembarca de Nova York a cara da Primavera-Verão 2017 da Bebecê. A top internacional Cíntia Dicker é a protagonista da nova campanha da grife gaúcha, que cria o conceito Beautiful Breeze, uma atitude moderna e com muito apelo romântico. A produção explora, por meio de um cenário minimalista, a beleza das flores e o frescor da água, que aliados aos movimentos sofisticados do acting da top, garantem um conceito lúdico.
Cíntia Dicker já estrelou campanhas para Yves Saint Laurent, Benetton, Moschino, H&M, L”Oreal, Ellus e Iódice, além de ilustrar páginas das bíblias da moda como Vogue Itália, Vogue Brasil, Vogue Japão, Interview, Elle, e Vanity Fair. Agora ela traz toda a atmosfera jovem, feminina e despojada que a versatilidade da Bebecê permite oferecer ao público brasileiro.
LANÇAMENTO
A TH Comunicação é a responsável pelas peças de conceituação do mais novo empreendimento de alto padrão de Porto Alegre. Trata-se do Eseenci Menino Deus, um edifício residencial de 12 unidades, que será construído pela GND Incorporadora na Rua Dona Augusta com a Barão do Guaíba. A Critério – Inteligência em Comunicação é parceira no trabalho nas áreas de geração de conteúdo e assessoria.
Inspirado na arquitetura uruguaia, o projeto reflete o estilo de vida de quem valoriza experiências dentro e fora de casa. Exclusividade, conforto, segurança e privacidade em uma localização consolidada, com sistema urbano desenvolvido. O local fica próximo a restaurantes, shoppings, supermercados, parques escolas e hospitais.
A GND Incorporadora faz parte de um grupo que atua há mais de 40 anos no ramo da construção civil. Após se consolidar como um dos principais players de alto padrão de Santa Catarina, o objetivo da empresa agora é se tornar uma das referências da Região Sul no conceito de condomínios boutique até 2018.
INVESTIMENTO EM TV
Em uma apresentação sobre o recorte nacional do Global Entertainment & Media Outlook da PwC, estudo lançado na quarta-feira, 8, o gerente da PwC Brasil e especialista em mídia e entretenimento Alexandre Eiseinstein falou sobre os gastos e consumo de publicidade tradicional e digital no Brasil.
Segundo ele, a previsão de crescimento anual é de 6,4% ao ano até 2020, superior à média global, devido principalmente a gastos mais expressivos com publicidade na TV, acesso à internet e vídeo. O faturamento total do setor de mídia e entretenimento no país deve chegar a R$ 166 bilhões em 2020.
O estudo da PwC, que está em sua 17ª edição, analisa 13 segmentos do setor em 54 países, atingindo cerca de 80% da população mundial. As estimativas abrangem o período de 2014 até 2020. Os países foram separados por áreas e níveis econômicos. Dessa forma, é possível tratar das particularidades de cada um.
Caracterizado como um mercado de alto consumo e crescimento, o Brasil “continua sendo a bola da vez”, segundo Alexandre. Enquanto o crescimento global em publicidade é de 2,4 ao ano, o Brasil sobe 6,3%. Número expressivo em meio à crise, mas ainda abaixo da média dos BRICS, grupo do qual o Brasil faz parte.
MARCAS
Inovação contínua, aumento da receita de publicidade e o crescimento dos negócios em nuvem ajudou ao Google recuperar da Apple a primeira posição no ranking BrandZTM Top 100 marcas globais mais valiosas 2016. A lista foi divulgada hoje pela WPP e a Millward Brown.
O valor da marca cresceu 32% e atingiu US$ 229 bilhões, enquanto a Apple, vencedora no ano passado, caiu para a 2ª posição, com uma queda de 8% e US$ 228 bilhões. A Microsoft permanece como número 3, com um crescimento de 5% e atingiu US$ 122 bilhões de dólares.
Duas marcas ícones, Marlboro e Coca Cola, deixaram o Top 10 pela primeira vez desde 2006, desbancadas por duas marcas digitais, o Facebook (5º lugar, + 44%) e Amazon (7º lugar, + 59%) que integram o Top 10 pela primeira vez. Desde sua entrada no ranking, em 2011, o Facebook aumentou seu valor de marca em 246%, enquanto a Amazon tem mantido um crescimento constante, como resultado de uma transformação global e a experiência multicanal.
Confira o TOP 10: Google, Apple, Microsoft , AT&T, Facebook, Visa, Amazon, Verizon, McDonald”s e IBM.
