OPINIÃO
As primeiras equações a solucionar numa Associação ou Entidade que reúne profissionais de uma mesma área ou de áreas diferentes, na base do voluntariado poderíamos definir como sendo a falta de humildade e a introdução do espírito de colaboração.
Todos estão no mesmo nível ou um pouco acima ou um pouco abaixo. O problema é maior tendo em vista as nomenclaturas de cargos adotadas pelas entidades que dão mais ou menos status.
Por outro lado, não há uma liderança consequente de um controle acionário, por exemplo. A liderança formal também pode não ser do mais famoso ou competente, ou do melhor posicionado na hierarquia social. Ela depende de uma escolha obtida através de uma eleição e, geralmente, essa escolha não representa um consenso. Sendo assim, surgem dissensões e questionamentos:
Por que aceitar a liderança de tal colega se poderia ser meu subordinado no cargo que ocupa?
Por que aceitar a liderança desse colega se sou melhor profissional que ele?
Por que o grupo não me escolheu se sou mais capaz. Isto está demonstrado pela minha vida profissional?
Muitas outras formas de contestação podem aparecer e aparecem. Neste caso, a única maneira de contornar o problema é a humildade.
Humildade de aceitar na vida social, na entidade de classe, aquele que está abaixo de você na escala empresarial.
Humildade de ver em cada colega não um concorrente, mas um aliado que alcançando sucesso no seu trabalho abre novos horizontes para a atividade profissional de todos.
Humildade ao censurar, para não cometer enganos. Busque a censura construtiva.
Veja esta estória:
Muitas vezes, as longas advertências que dirigimos aos outros não passam de enganos criados por nossa própria imaginação”
Outro fator importante para a construção de um relacionamento mais adequado nessas entidades é a definição clara dos objetivos da entidade e o assegurar-se que todos os entendam.
O objetivo que fundamenta uma associação é o de juntar esforços dos elementos com interesses comuns, para atingir objetivos que esses elementos isoladamente não conseguiriam. Depois, viriam seus objetivos específicos, relacionados com sua área de atuação.
Nos países democráticos, os homens se esforçam por manter suas instituições: igrejas, escolas, governos, associações profissionais e culturais. As mais importantes atividades, no que diz respeito à solução de problemas comuns, realizam-se na comunidade, através da estrutura social que podemos nomear de grupo democrático formal. Nesses grupos se observa a essência da democracia através de pessoas que atuam em comum numa atmosfera de tolerância e respeito.
É importante, pois, que detalhemos as características principais desses grupos democráticos, que têm geralmente um nome, um estatuto e diretrizes, nos quais os dirigentes são escolhidos por eleição, fazem-se reuniões periódicas e se executa uma longa série de atividades.
As finalidades e objetivos do grupo são estabelecidos através da experiência comum dos seus membros.
Os meios adotados para atingir seus objetivos são determinados do mesmo modo.
O processo de relacionamento e interação entre os membros do grupo é de tal ordem que cada membro deve se sentir livre para contribuir e responder pelo êxito das atividades do grupo.
O consenso da maioria do grupo predomina mesmo que alguns membros não concordem, entretanto, todos têm liberdade e direito de apresentar seus pontos de vista.
As ideias surgidas são avaliadas em relação ao valor que têm para o grupo e não em razão de sua procedência.
Os interesses da maioria sempre se superpõem aos interesses individuais ou da minoria.
Aqueles que estão em posição de chefia reconhecem que sua função principal é manter o grupo coeso para atingir os objetivos determinados.
A célula básica do grupo é o indivíduo, isto é, o membro, associado ou participante do grupo, seja qual for à denominação que receba.
Existe uma série de fatores que impede uma participação plena dos indivíduos nos grupos: Pode ser que o indivíduo desaprove os meios empregados pelo grupo. Pode ser que se sinta inseguro perante os demais elementos participantes ou perante o próprio grupo, temendo, portanto, não ser aceito. Uma certa insegurança pode ocorrer, também, da incerteza do que lhe será exigido pelo grupo ou de que os outros membros sejam tão mais competentes e sociáveis a ponto de inibi-lo de qualquer participação. Muitos outros fatores podem afastar as pessoas participação em um grupo. Cabe aos membros do grupo ajudar outros membros a se analisarem, incentivando a participação dos mesmos no grupo.
No relacionamento com o grupo existe uma série de frustrações e ajustamentos de cada membro. Muitas vezes o próprio grupo como um todo sofre frustrações na implantação ou consecução de um dos seus objetivos e tem que se ajustar à situação criada, procurando um outro objetivo que compense a perda daquele.
Da mesma maneira o participante do grupo vai sofrer frustrações e terá que se ajustar ao modo de ser e agir do grupo, reduzindo os fatores de frustração e colaborando para um mais eficiente funcionamento do mesmo.
Eis os fatores básicos para um perfeito funcionamento de um grupo democrático formal:
A atmosfera do grupo e de seus dirigentes deve ser acolhedora, afetuosa e de boa vontade.
Todos os membros, principalmente os dirigentes, devem se esforçar para que todos se sintam parte do grupo.
Deve existir cooperação e coleguismo entre os membros do grupo.
Os membros do grupo e seus dirigentes devem procurar entender o modo de reagir de cada participante, colocando-se inclusive na pele do mesmo, quando ocorre algum problema com ele.
– As discussões do grupo devem ser conduzidas em bases racionais e objetivas.
– O grupo deve colaborar na determinação dos padrões individuais de conduta dos membros do grupo.
– As resoluções, decisões e tomadas de posição do grupo devem ser bem aceitas por seus membros.
– Os dirigentes do grupo devem ter a liberdade de dizer aos demais membros livremente o que esperam dele.
– Os líderes devem dar o exemplo de obediência às determinações dos padrões de conduta do grupo.
– O grupo deve ter controles sociais próprios, fixados por seus próprios membros.
– Os controles dos padrões a serem seguidos pelos membros do grupo devem ser aplicados de maneira idêntica sobre todos os membros.
– O grupo deve estar continuamente empenhado em conseguir boa comunicação entre seus dirigentes e seus membros.
– Devem existir meios de comunicação definidos entre os membros do grupo para determinação de fins, meios e atividades.
– Do mesmo modo para o conhecimento de todos dos planos, objetivos e decisões tomadas.
– O grau de compreensão e conhecimento dos membros do grupo não devem ser superestimados pelos dirigentes ou por outros membros do grupo.
– Os sistemas de comunicação devem funcionar de maneira eficiente de modo a não favorecer o aparecimento de facções com orientação diferente da do grupo.
Um fator de medida da união e identidade do indivíduo com o grupo é naturalmente expresso pelo uso do pronome da primeira pessoa do plural: nós.
“Nosso grupo”, “nosso problema”, “queremos”, “pedimos”, “constatemos”, “reivindicamos”, “agimos”, “dissemos”, “nossas conquistas”, “nossos objetivos”, são expressões que demonstram o grau de identificação do participante membro com o grupo. Essas expressões contrastam com expressões como: “eles pensam”, “eles objetivam”, “eles querem”, “eles disseram” que mostram a não identificação com o grupo ou a dissidência.
Os membros do grupo, entretanto, podem ter graus de identidade diferentes com o grupo. Uns podem se identificar com a finalidade do grupo, mas muito pouco com seus membros; outros podem sentir-se plenamente identificados com seus membros e dirigentes, mas desligados das aspirações e objetivos do grupo. Esse grau de identidade combinado com experiências passadas, etc, vai produzir a identidade entre o membro e o grupo.
Por outro lado, existe estreita relação entre a identidade com o grupo, e a participação nele. É uma relação recíproca, uma vez que a maior identificação tende a favorecer a participação, e a atividade dentro do grupo é uma das fontes mais importantes de identificação.
A Associação Riograndense de Propaganda (ARP), ao realizar o primeiro encontro de grupos do mercado gaúcho, deu uma demonstração de força, de união e de vontade de expor aquilo que mais preocupa os profissionais que formam a maioria do segmento da comunicação gaúcha.
A integração de agência e veículos e a possibilidade grande de formação de um grupo de Marketing de Clientes e de Relações Públicas é mais um fato de que todos estão empenhados em ter um mercado mais forte e mais unido. A ARP fez o que todos desejavam e resta agora aos profissionais e grupos continuarem na sua aprimoração e integração.
O encontro celebrou a primeira grande concentração dos grupos do mercado, mas o interesse e a vontade de fazer são relevantes e a atenção de todos deve ser renovada e mais participativa.
Parabéns a ARP, Zeca e seus vices, Andrea, Deise e João
Parabéns as entidades: Abap, Daniel e Sinapro, Delmar
Parabéns aos Grupos, Renata, da Mídia; Lara, do Planejamento; Liana, do Atendimento de Agências; Vera, do GAV, e Criação, com Cado Bottega.
Grandes palestrantes: Marcelo Aimi, Lara Piccolli, Patrícia Angeletti e Ligia Nery.
Parabéns MERCADO
Para finalizar: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”, Chico Xavier, médium brasileiro. Traduzindo: existem coisas muito, mas muito melhores à frente do qualquer outra que deixamos para trás.
RBS
Segundo informações colhidas por essa coluna, especula-se que a descontinuidade das edições impressas se dará até 2020. ZH tem hoje entre 25 e 30 mil assinaturas digitais. O plano de valores pretende ampliar em muito esse número.
Outra novidade é a RBS prepara um portal de compra programática para as plataformas digital, rádios e jornais, onde anunciantes diretos de pequeno e médio porte poderão realizar a compra dessas mídias.
VEREADOR REGINALDO PUJOL
Recente publicação nesse veículo de comunicação trouxe uma visão distorcida da essência do projeto de lei nº 220/14. O projeto referido tramitou ao longo de 2 (dois) anos dentro da Câmara Municipal de Porto Alegre, sendo possibilitada a mais ampla transparência, publicidade e contraditório. A votação em plenário, com aprovação por expressivo número de vereadores, foi fruto de amplo debate.
A proposta de alteração da Lei 8279/99 buscou estabelecer equilíbrio entre o direito de uma atividade econômica e a proteção ao meio ambiente, tendo como foco o desenvolvimento social e econômico de forma sustentável.
As alterações, objeto do projeto de lei, propiciam um processo de licenciamento com regras mais claras e objetivas, trazendo como consequência imediata a ordenação da paisagem urbana de forma mais precisa e harmônica com o visual da cidade que queremos.
O projeto de lei está em consonância com o disposto na Constituição Federal, buscando a proteção do meio ambiente e permitindo o desenvolvimento de atividade econômica que movimenta o mercado de bens e serviços gerando empregos e impostos.
A publicidade veiculada nas mídias exteriores faz parte da construção urbana como elemento fundamental de comunicação, razão pela qual o próprio Município de São Paulo já vem permitindo publicidades por leis específicas. Pensar em contrário seria um retrocesso para uma sociedade que está em desenvolvimento atenta a proteção ambiental.
De se referir, ainda, que a mídia exterior cumpre importante papel social e sanitário quando utilizada para fins de divulgação de campanhas (exemplo: campanhas de vacinação) por parte do Poder Público.
MARTIN SORRELL
Algumas frases de Sorrell Ceo mundial da WPP, em entrevista à Folha de S.Paulo:
Modelo de Agência: “O modelo de agência costumava se basear apenas na criatividade no sentido [da série] “Mad Men”. Fui entrevistado por uma jornalista que me perguntou: no longo prazo, as agências de publicidade vão morrer? Eu disse: se você pensar no negócio da maneira como você está pensando, como Don Draper [personagem de “Mad Men”], a resposta é sim. Mas pense em tudo o que fazemos. Nosso faturamento é de cerca de US$ 20 bilhões. US$ 16 bilhões dos US$ 20 bilhões são coisas que Don Draper não compreenderia. O negócio mudou. E os três componentes são: tecnologia, dados e conteúdo”.
Sobre jornais: “A coisa com os jornais está sendo exagerada. Você pega as estatísticas britânicas: queda de 5% na circulação e de 15% no faturamento não faz nenhum sentido”.
TV Aberta: “Acho que haverá pressão crescente sobre as TVs abertas, mas não na extensão com que temos visto com os jornais”.
Tecnologia X criatividade: “Esse é o tipo de coisa que você está sempre ouvindo, Nizan Guanaes [publicitário], um anúncio de 30 segundos é a resposta para todos os problemas…
Você tem uma dor de cabeça? Te dou um anúncio de 30 segundos de TV. E isso não é a resposta. A resposta é uma estratégia integrada. O digital representa 40% do nosso negócio, e está se tornando mais e mais importante, então você tem que integrá-lo. Não é isso ou aquilo, são os dois juntos, é muito importante. O negócio mudou totalmente.
Uma coisa que é interessante no Brasil é o domínio contínuo da televisão, da Globo. Como no México com a Televisa.
Facebook e Google: Não vão mudar suas métricas. E eles têm o controle. É como um jogo de futebol, você tem o juiz e o jogador, numa pessoa só. Isso não pode acontecer. É preciso ter um sistema de medição melhor.
ORGULHO
Mais do que fidelizar clientes, as empresas agora lutam pela fidelização de seus colaboradores. Em tempos de turn over cada vez mais acelerado e com os millenials entrando no mercado de trabalho, a retenção dos profissionais virou um dos grandes desafios dos empreendedores.
Especialista e pioneiro no Marketing de Experiência no Brasil, Manoel Carlos Jr. ressalta que o orgulho pela marca e a “experiencialização” são fatores importantes para conseguir manter os talentos nas empresas. Ele é mestre da ESPM de São Paulo.
As pessoas precisam se orgulhar de trabalhar para a empresa. Orgulho é bem melhor do que fidelidade. E ninguém se orgulha do que não conhece ou não compartilha dos mesmos valores.
A empresa que faz isso ganha muito. Primeiro porque seus profissionais incorporam muito mais os valores da marca, sentem-se mais identificados com a causa emocional e tornam-se mais leais à instituição. E, assim, podem ajudar a construir uma experiência muito mais rica e verdadeira para os clientes.
ESPM
A diretoria executiva da ESPM, presidida desde 2009 por José Roberto Whitaker Penteado, passará a ser exercida por Dalton Pastore a partir de 1º de janeiro de 2017. Com essa mudança, o Conselho Deliberativo da ESPM consolida um processo de transição organizacional que busca posicionar a instituição como uma das mais importantes do segmento de ensino, aprendizagem e pesquisa em comunicação, gestão e tecnologia.
Dalton Pastore, que já atuava como membro do Conselho Deliberativo da ESPM, é publicitário e empreendedor, com vasta carreira de conquistas pessoais e profissionais. Iniciou como redator nas agências Fator, Santos&Santos, Propeg e Artplan. Na Ogilvy, onde atuou por 15 anos, ocupou posições nas áreas de atendimento e planejamento, chegando a Presidente da Ogilvy Brasil. No Grupo Abril foi Diretor Geral da Editora Primavera da Argentina e mais tarde Diretor Geral de Publicidade da Abril Brasil. Foi fundador e presidente da Carillo Pastore Euro RSCG, que se tornou uma das maiores agências de publicidade do Brasil. Foi presidente da ABAP –Associação Brasileira de Agências de Publicidade e do IV Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação. Atualmente preside o ForCom –Fórum Permanente da Indústria da Comunicação e é membro da Comissão de Liberdade de Expressão da OAB. Foi homenageado com os mais importantes prêmios da comunicação Brasileira, entre eles Publicitário do Ano e Caboré.
“Reconhecemos no legado de prestação de serviços à ESPM por mais de três décadas que José Roberto Whitaker Penteado deixa uma contribuição extremamente valiosa e decisiva para a instituição alcançar uma posição de referência internacional em seu segmento de atuação. Com o apoio de toda a equipe, que passará a ser liderada pelo Dalton Pastore, seguiremos construindo o futuro da ESPM baseado na conexão com o mercado profissional por meio de valores éticos e do talento técnico que distinguem nossa história” afirmou Armando Ferrentini, presidente do Conselho Deliberativo da ESPM.
Ao longo de sua trajetória de 65 anos de pioneirismo e inovação, a ESPM manteve a filosofia, posteriormente adotada por outras escolas, de transmissão da melhor base teórica sem abrir mão da orientação para o mercado. Nos últimos anos avançou em seu modelo de governança, ampliando a diversidade e qualidade dos programas de educação. Em 2014 lançou o curso de graduação em Sistemas de Informação em Comunicação e Gestão, que dispõe de um currículo de disciplinas pioneiro no Brasil. Já em 2015, adicionou ao seu portfólio os cursos de Ciências Sociais e do Consumo e Cinema e Audiovisual.
CORREIO DO POVO
“Não polua o Rio Guaíba”, “Nosso tempo é hoje”, “Projeto da dívida dos Estados tem solução”. Já imaginou uma capa de jornal com essas notícias? Para seis estudantes de Colégios da Rede Marista, esta realidade se tornou menos utópica neste dia 11, Dia do Estudante. Eles foram os responsáveis por interferir na edição desta quinta-feira do centenário jornal gaúcho Correio do Povo. Veja matéria completa no http://adnews.com.br.
PREVISUL
Uma empresa de olho nas tendências do mercado e focada em oferecer os melhores serviços para seus clientes. Assim é a Previsul Seguradora, que comemorou 110 anos no dia 1º de agosto. Com 4.150 corretores cadastrados, a empresa está presente em nove estados brasileiros, 8 sucursais e 8 escritórios, além da matriz em Porto Alegre (RS). O atendimento personalizado e prioritário ao corretor é o diferencial da companhia no mercado. “A Previsul é uma das poucas empresas brasileiras com mais de 100 anos. Chegar aos 110 anos é louvável, uma vez que ela se mostra com a vitalidade de uma empresa recém-criada, inserida em um ramo muito tradicional, que é o de seguros, e que consegue se reinventar e enxergar novos desafios”, destaca o Diretor Presidente, Renato Pedroso.
Nestes 110 anos, a companhia trilhou uma trajetória de sucesso no mercado, tornando-se referência em seguro de pessoas. Isso é resultado de muito trabalho e de um movimento de evolução que teve início em 2013, quando a empresa começou a rever a sua forma de fazer e de pensar, com uma promessa de marca que apresenta a Previsul como uma nova geração de seguradora muito mais simples, fácil, flexível, moderna e inovadora.
Segundo Pedroso, esta evolução está ocorrendo em duas grandes frentes: tecnologia e inovação e cultura organizacional. “Estamos focados em otimizar os processos de operação, investindo na evolução dos sistemas, impactando diretamente os setores administrativo, financeiro, cotações e comercial. Queremos ser vanguarda no mercado e estamos investindo para disponibilizar ao corretor canais tecnológicos para atender cada vez melhor os consumidores”, afirma o Diretor Presidente, destacando que para o segundo semestre a novidade é a cotação eletrônica dos produtos da Previsul que estará disponível para os corretores de seguros. “Isso trará mais agilidade ao atendimento, uma vez que o corretor terá a cotação imediata do seguro e poderá selecionar os tipos de cobertura e assistências. “Com esta nova plataforma, a Previsul se aproxima ainda mais do corretor e oferece um serviço ágil e simples para o segurado. A conta publicitária da Previsul está com nova estratégia de comunicação, com a Agência E21.
BRANDED CONTENT
A verdade nua e crua é que as boas histórias são compartilhadas porque são interessantes para a audiência, não porque pertencem a uma marca. E o maior desafio para as marcas hoje, talvez seja como conseguir capturar a atenção e o tempo da tão dispersa audiência.
A solução para as marcas não é simplesmente abandonar uma forma de comunicação que interrompe e é intrusiva, como a propaganda, e trocar por Branded Content incorporando o Storytelling. Mesmo porque, se não houver uma grande ideia por trás e talento, de nada adiantarão formas e técnicas. O que funciona, cada vez mais, é escolher o caminho das narrativas com significado, aquelas que são conectadas com a realidade, com a verdade da humanidade. Uma escolha que está diretamente relacionada com o propósito da marca, sua vocação e papel no mundo, e com o que é relevante e faz sentido para a audiência.
Relevância aliás, uma palavra que parece tão óbvia quanto é rara perante a realidade poluída por tantas mensagens desinteressantes, de tantas marcas que bombardeiam os consumidores mundo afora, diariamente, e sem pudor. Mensagens que, na maioria das vezes, são irrelevantes e excessivamente centradas no que a marca quer dizer sobre ela mesma, e não sobre o que interessa e diz respeito às pessoas. Mensagens orientadas ao produto e não às pessoas.
Aqui está o primeiro switch, a primeira virada de chave que precisa ser dada pela marca: escolher o Marketing com significado, que não é intrusivo e é completamente centrado na audiência. Onde o herói e protagonista é a audiência, não a marca, e o foco não é em impacto, nem em views e likes, mas sim em provocar e expandir conversa e relacionamento, deixando um legado.
Costumo dizer que a verdadeira revolução do marketing acontece quando as marcas se colocam (de verdade) no lugar das pessoas. Porque nenhuma marca encontra a sua verdade e a verdade das pessoas se não fizer esse “deslocamento”, transformar seu mindset e transcender seu ponto de vista.
As marcas devem abordar com honestidade, amplitude e profundidade a verdade, o que é realmente importante para as pessoas, assumindo mais o dever moral de representar a sociedade e poder transformar a cultura. Com menos promessa e muito mais propósito. Pois o que importa não é o que ou como a marca faz, mas por que faz.
Intenção é a nova autenticidade. Estamos vivendo numa espécie de Era da verdade, em uma sociedade hiperconectada e cada vez mais transparente, onde as verdades, os conflitos e as diferenças entre os indivíduos vêm à tona com muito mais intensidade, a nuance se evidencia, as diferenças humanas ganham cada vez mais voz e significado. O que antes era periférico, se torna mainstream, pois afeta e comove as pessoas como nunca antes. Assim, o que é falso e arrogante aparece, e o que é verdadeiro e honesto transparece. A audiência identifica o que é falso já a partir da intenção da marca e percebe, mais facilmente, se ela está blefando, apenas prometendo ou até sendo oportunista.
Uma narrativa de marca com amplo significado para a sociedade materializa o encontro de seu propósito com o insight humano. É quando a verdade da marca sintoniza com a verdade das pessoas, através de histórias humanas que criam valor. Como no branded film da Unilever, Dove Sketches, que foi um divisor de águas da nossa indústria, em Like a Girl, da P&G, e na recente história lançada pela marca Chipotle, A Love Story. Acontece então a potente intersecção entre a marca e a audiência, através de narrativas humanas, repletas de significado.
Marcas que generalizam, não falam com todo mundo. A generalização se torna descartável na comunicação e em qualquer forma de conteúdo e entretenimento hoje, dando lugar ao que explicita a diferença, o que é peculiar, os tipos, os gêneros. Mas precisa acontecer com muita responsabilidade e consistência por parte das marcas. Não pode ser realizado apenas para gerar polêmica e compartilhamento nas redes sociais.
Podem ser histórias humanas em forma de ficção, ficção científica, animação com um espantalho como protagonista ou documentários super realistas. Mas devem ser narrativas originais e autênticas, carregadas de valores humanos, baseadas na verdade e feitas para pessoas reais, como a história do jogador de Rugby do Reino Unido que assume que é gay, Gareth Thomas, contada pela cerveja Guiness, a tocante história de Justino, um vigia de uma fábrica de manequins, contada pela empresa lotérica espanhola, ou o doc curta-metragem “Pai, por Guga Kuerten”, da marca Itaú. Histórias humanas com significado, contadas com propósito e conectadas com o que é real.
