Acho que ainda sou da velha escola do jornalismo. Daquela que assina com a palavra, que gosta do cheiro de jornal nos dedos e que prefere a prática do que a teoria. Fiz e faço amigos ao longo desta trajetória profissional pelo relacionamento que se cria, pela verdade que se passa e pela noção de até onde cabe o papel de cada um na hora da pauta.
Vez ou outra sei de assessores que embalam a comunicação como um produto, como se tudo coubesse dentro de uma caixa, com rótulo e promessas de resultado. Simples assim, como numa prateleira de supermercado. Funciona? Depende! Do que se quer, do que se busca e de onde se quer chegar. Sabe quando a gente quer lavar roupas e escolher o sabão por um motivo? Tem quem escolha pelo cheiro, pela limpeza, outros pelo preço e quem não entenda nada e pegue o mesmo do carrinho ao lado.
Eu vejo a comunicação como algo a ser construído quase como exclusivo. Cada marca, cada pessoa, cada negócio tem uma razão de ser e, logo, de querer se comunicar. Estar na mídia é apenas uma porta de tantas outras que se abrem quando temos noção deste universo. Mas é preciso ser assessorado por quem diga a verdade, por pessoas que entendam que notícias são fatos, que precisam ser de interesse coletivo, que justificam o espaço conquistado.
A comunicação precisa deixar legados, precisa contar boas histórias, dar exemplo, inspirar. Em épocas de redes sociais, é preciso ainda que tudo isso se converta em curtidas, seguidores, compartilhamentos. Mensurar sempre foi tão abstrato para a assessoria que as redes trouxeram métricas para àqueles que gostam de números poder quantificar. Eu vou além. Acho que uma comunicação assertiva, desenvolvida com o planejamento correto, com diferentes agentes envolvidos e engajados, é qualificar algo que tem potencial. Há opções para diferentes níveis, passando por valores morais, princípios éticos e, claro, o preço que cada bom produto carrega consigo.


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