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De leões e tigres. Outra miragem?

Os “Tigres Asiáticos” foram estrelas da economia mundial na década de setenta. Baseados na IOD – Industrialização Orientada para a Exportação – Hong Ko

Os “Tigres Asiáticos” foram estrelas da economia mundial na década de setenta. Baseados na IOD – Industrialização Orientada para a Exportação – Hong Kong, Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan alcançaram um acentuado desenvolvimento. Foram chamados de “tigres” pela sua agressividade comercial, e de “asiáticos” pela sua localização. Perderam seu grande brilho no firmamento devido ao subnutrido mercado interno e altos impostos.

Mas fizeram escola, inclusive no Brasil, onde, sob a batuta dos militares, surgiu o slogan “Exportar é a solução”. Continuamos dependendo da exportação de matérias-primas como soja e ferro, mas somos “Mestres em Diplomacia”, disciplina em que Lula pode sair chamuscado, como no caso do arsenal do Irã. A área global aguarda o desempenho de seu sucessor, daqui a sete meses.

Agora surgiram os “Leões Africanos” pelas mãos da consultoria Boston Consulting Group (BCG): Marrocos, Egito, Argélia, Botsuana, Líbia, Ilhas Maurício, África do Sul e Tunísia. Relatório da consultoria, apresentado em Casablanca, mostra que, desde 1998, as 500 maiores empresas africanas, excluído o setor bancário, cresceram 8,3% ao ano. O impulso, como no caso dos “tigres”, veio das exportações, que pularam de 3% do PIB nos anos 90 para 18% desde 2000.

Ora, é na África que se encontra uma verdadeira “mina” de matérias-primas nobres: 82% das reservas de platina, 55% de diamantes e mais de 50% das reservas de fosfato do mundo. Em 2008, o PIB per capita dos “leões” foi de US$ 10 mil, contra US$ 8 mil dos “Bric” (Brasil, Rússia, Índia e China).

A BCG reconhece que poucos avaliam que “uma nova geração de companhias africanas está pronta para fazer uma grande estreia no cenário global”. Mas faz uma advertência, com a lembrança das fissuras na estratégia dos anos setenta dos “Tigres Asiáticos”: poucas destas empresas são globais.

“Estamos confiantes em que elas podem superar essa nova fronteira se alcançarem a excelência nas suas operações, ampliarem seu alcance através de aquisições no exterior, criarem uma força de trabalho global e adquiram marcas globais”, diz seu relatório.

Autor

Iara rech

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