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Desconstruindo

Por Flavio Paiva

Tempos de uma certa desconstrução, tanto pelo momento mundial quanto pela época de final de ano que nos aproximamos. Em momento mundial, entram não só pandemia e quarentena e vírus desconhecido, mas radicalizações políticas, questões ambientais, questionamentos de papéis humanos, de como nos portamos nesse novo mundo todo que se apresenta.

Na coluna passada fiz uma abordagem sobre o belo e suas questões. Este é um exemplo de uma questão do momento, do belo e o que é belo. Qual a função do belo? A serviço de que ele opera, a não ser de questões estéticas do ser humano? Serve ainda a uma padronização dos seres humanos, todos operando guiados ao belo e somente o belo? O problema não é a beleza, é a ditadura dela.

Mas voltando à desconstrução, do meu ponto de vista vivemos uma espécie de queda do Muro de Berlim. Nesse sentido, podemos fazer um paralelo com as referências líquidas do Zygmunt Bauman. Ele explora essa questão, de não termos mais referências permanentes e portanto, vivermos em um mundo líquido. Me parece que já estamos superando esse estado, mas não para algo melhor, mas ainda numa mudança de estado do líquido para o gasoso. As coisas se tornaram ainda mais impermanentes. De uma certa forma, incertas e imprevisíveis. Peguemos as economias mundiais, para citar um exemplo. Mais incerteza. Dúvidas. 

Agora, antes que eu seja acusado de alarmista, quero dizer que há muitas coisas sendo desconstruídas, sem dúvida. Muitas e muitas. Mas ainda há referências. Pontos de apoio. Tábuas salva vidas no rio. Posso citar várias delas, sem dúvida. Boia número 1: a família. Desde que haja sentimento recíproco de proteção e amor, ela sempre será a referência, independente de quem são as pessoas da família. Aquelas são pessoas que sabem de que barro que você é feito, porque já viram o teu melhor e o teu pior. Participaram de inúmeros momentos importantes, mesmo aqueles que pareceram banais e que, na perspectiva dos anos, viraram fundamentais. 

O amor, no qual claro que a família se insere, mas também em outras formas. Como o amor entre duas pessoas, amor romântico. Sendo amor, natural que haja cumplicidade, parceria, apoio, além do próprio, o amor em si. Em relações amorosas sólidas, este mix fantástico está presente. Muito parecido com a amizade, que tem tudo isso, exceto esse sentimento de amor romântico. Ah, em ambos os casos tem também o momento de um dos dois por o dedo no ponto que o outro está errando, chamar a sua atenção e fazer uma crítica (desde que construtiva, por favor). Aquilo que só quem quer realmente bem o outro pode fazer. Mas de novo: com jeito!

Então, prezados leitores, vivemos sim uma grande desconstrução do mundo. Intensa, não do mundo físico em si, mas das questões mais subjetivas também. Se não desconstrução, questionamento, reflexão e novos pontos de partida para novos caminhos. Isso é absolutamente verdadeiro. Mas nem tudo está ruindo. Há coisas até em construção e há caminhos bonitos sendo abertos. A escolha é qual a luneta escolher para olhar.

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Autor

Flavio Paiva

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