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Desocupando espaços

Houve, ao longo dos últimos anos (ou décadas, para ser mais preciso), uma ocupação de espaços, em termos de mídia. Passaram a ser exploradas …

Houve, ao longo dos últimos anos (ou décadas, para ser mais preciso), uma ocupação de espaços, em termos de mídia. Passaram a ser exploradas inúmeras mídias que até então ou não existiam ou não eram utilizadas: banner/links, mídia exterior em geral (front lights, back lights, banners) e, principalmente, em locais inusitados, como dentro dos banheiros, nos celulares, entre outros. Isto tudo para que as empresas transmitissem aos seus consumidores ou prospects sua mensagem, suas ofertas, seu posicionamento.

Agora, há um movimento no sentido contrário, que é liderado no Brasil por São Paulo. A capital paulista teve uma modificação radical na sua paisagem, com a proibição quase que total da mídia exterior. Acredito que esta se torne uma tendência nacional. E por quê? Porque a ocupação de espaços midiáticos se deu (e ainda se dá) de forma frenética. Onde houvesse possibilidade de passar uma mensagem, lá ia alguma empresa. Chegou, você deve lembrar, a ser vendido o espaço dos seios de uma mulher para divulgação da mensagem de uma empresa. Um certo exagero, vamos combinar, mas que aconteceu. Muito bem.

Acredito que houve uma verdadeira saturação tanto aos olhos quanto aos cérebros dos consumidores. A idéia de forma alguma é que se retire a publicidade. Ela é importante tanto para os fabricantes quanto para os consumidores, que conhecem produtos, empresas, novidades. Ocorre que ela já não vem tendo o efeito que tinha há alguns anos. Há que se repensar. Qual o limite de absorção do ser humano? Até onde adianta inserir publicidade e a partir de que momento isto se torna desperdício de recursos e aborrecimento para o consumidor?

Este tema já está na pauta das agências de propaganda e fabricantes. Falo não como marqueteiro, mas como consumidor, que a novidade e o inusitado jamais devem ser deixados de lado. Se há alguma jogada oportuna, inovadora em termos de mídia, deve ser explorada. Por outro lado, as empresas devem desocupar muitos espaços. Tenho certeza de que haverá um aumento expressivo na taxa de lembrança por parte dos consumidores e, por conseqüência, incremento nos negócios. Boa jogada para todo mundo.

Autor

Flavio Paiva

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